
==============================================================

FILOSOFIA ESPRITA - VOLUME 2 JOO NUNES MAIA DITADO PELO ESPRITO
MIRAMEZ NDICE PREFCIO CAPTULO 1 = DIVERSIDADE DAS RAAS E DAS COISAS
CAPTULO 2 = NASCIMENTO DO HOMEM CAPTULO 3 = FONTE UNIVERSAL CAPTULO 4
= MUNDOS HABITADOS CAPTULO 5 = A CONSTITUIO FSICA CAPTULO 6 =
ORGANIZAO FSICA CAPTULO 7 = A VIDA E A LUZ CAPTULO 8 = O DIA DA
CRIAO CAPTULO 9 = AS DIVISES DOS SERES CAPTULO 10 = MATRIA
DIFERENTE CAPTULO 11 = A ANIMALIZAO DA MATRIA CAPTULO 12 = O AGENTE
DIVINO CAPTULO 13 = A TERCEIRA FORA CAPTULO 14 = O PRINCPIO VITAL
CAPTULO 15 = FONTE UNIVERSAL CAPTULO 16 = O AGENTE VITAL CAPTULO 17 =
A CAUSA DA MORTE CAPTULO 18 = MQUINA DIVINA CAPTULO 19 = MATRIA E
FORA VITAL CAPTULO 20 = A INTELIGNCIA  UM ATRIBUTO CAPTULO 21 = A
INTELIGNCIA DO HOMEM CAPTULO 22 = O INSTINTO EM MARCHA CAPTULO 23 =
INTELIGNCIA E INSTINTO CAPTULO 24 = NASCENDO A RAZO, O INSTINTO SE
ATROFIA? CAPTULO 25 = DEFINIR O ESPRITO CAPTULO 26 = ORIGEM DO
ESPRITO CAPTULO 27 = OS ESPRITOS TIVERAM PRINCPIO? CAPTULO 28 = A
DIVINA UNIDADE CAPTULO 29 = CRIAO DOS ESPRITOS CAPTULO 30 =
FORMAO ESPONTNEA CAPTULO 31 = OS ESPRITOS SO IMATERIAIS? CAPTULO
32 = OS ESPRITOS TM FIM? CAPTULO 33 = O MUNDO DOS ESPRITOS CAPTULO
34 = O MUNDO PRINCIPAL CAPTULO 35 = OS DOIS MUNDOS CAPTULO 36 = H
DIVISOES NO ESPAO PARA OS ESPRITOS? CAPTULO 37 = FORMA DOS ESPRITOS
CAPTULO 38 = VELOCIDADE DO ESPRITO CAPTULO 39 = CONSCINCIA EM VIAGEM
CAPTULO 40 = O ESPRITO ANTE A MATRIA CAPTULO 41 = UBIQIDADE
CAPTULO 42 = PERISPRITO CAPTULO 43 = O ENVOLTRIO DO ESPRITO
CAPTULO 44 = O PERISPRITO TEM FORMA? CAPTULO 45 = IGUALDADE DOS
ESPRITOS CAPTULO 46 = A ESCALA EVOLUTIVA CAPTULO 47 = ESPRITOS BONS
CAPTULO 48 = ESPRITOS INFERIORES CAPTULO 49 = ESCALA ESPRITA
CAPTULO 50 = ESPRITOS IMPERFEITOS CAPTULO 51 = CLASSIFICAO DOS
ESPRITOS PREFCIO          Um livro esprita  sempre uma luz que se
acende na escurido da ignorncia.  pois, um ato de benevolncia, a
despertar os homens para a verdade. Estamos na poca dos desdobramentos
das verdades espirituais, nos quais deve colaborar a mediunidade em
exerccio: trazer  Terra novas mensagens sobre as coisas do esprito.
Sendo a revelao contnua, por que no falar mais, diante de tantas
interrogaes que surgem na razo, cada vez mais esclarecida? As alas
conservadoras existem em todos os ramos do saber, no entanto, elas no
impedem as renovaes que aparecem com novas luzes de entendimentos, se
fundam, tendo como orientador o Cristo, para que possamos conhecer
melhor a Deus.          A Bblia foi um livro intocvel por muito tempo.
S podiam falar dela os sacerdotes e os escolhidos por eles mesmos,
porm, o mundo espiritual, no aceitando a incubao das verdades, fez
surgir a Reforma, como primeiro passo para tornar livre o sagrado livro
de Deus. Custou muitas vidas essa liberdade, mas, quando se trata de
ignorncia, no existem outros processos; so lobos devorando lobos,
para nascer a luz. E hoje temos milhares e milhares de livros inspirados
naqueles pergaminhos sagrados, orientando e estimulando a humanidade 
paz e ao amor. Mais tarde  que, os que pretenderam libertar a mensagem
de Deus, passaram a conduzi-la  sua convenincia interpretativa.
As obras de Allan Kardec no tinham outro caminho que no fosse o
progresso. E o tempo, que tem mais fora do que todos eles, contribuir
para que a liberdade se faa quando o Senhor achar conveniente. As obras
do codificador da Doutrina dos Espritos no podiam ficar nas mos dos
homens, porque o destino delas no  o monoplio de pessoas, sujeitas 
ignorncia humana. Elas esto sendo, e continuaro a ser estudadas e
assimiladas  luz da razo com beneplcito do progresso espiritual, e
somos ns, encarnados e desencarnados, pela graa de Deus e pela bondade
de Jesus, que estamos sendo instrumentos dessa continuao das obras
basilares do espiritismo. No estamos subordinados a esse ou aquele
medianeiro; servimo-nos do instrumento que o Senhor determinar, em
qualquer lugar do pas, em qualquer nao do mundo, desde quando esse
aparelho medinico seja dcil ao chamado para os trabalhos de Nosso
Senhor Jesus Cristo, de consolao s criaturas e de instruo para
todos os povos.      Estamos confiantes no que j foi feito at agora, e
continuamos a confiar, porque o nome j indica: Doutrina dos Espritos.
Dispensa favores de quem quer que seja, esse movimento doutrinrio. Quem
a ele se integra  que se beneficia atravs da caridade universal das
mos de Deus, sob as bnos do Cristo.      O livro que ora
apresentamos  da lavra de nosso companheiro Miramez  o segundo da
srie de muitos outros que devero vir, mostra e comenta com muita
simplicidade as perguntas e respostas de O LIVRO DOS ESPRITOS,
ajudando assim, aos iniciantes, a entenderem melhor a obra bsica desta
maravilhosa Doutrina, que estabelece seus alicerces no Evangelho do
Divino Mestre.      Abre, meu irmo, O Livro dos Espritos, e l a sua
mensagem, para que a tua mente busque mais alm o que as bnos do
progresso te favorecem. Este livro  uma forma de caridade para os
coraes famintos de luz. Belo Horizonte, 16 de dezembro de 1983.
BEZERRA DE MENEZES 1 0052/LE DIVERSIDADE DAS RAAS E DAS COISAS      A
diversidade em toda a criao de Deus  mostra de Sua inteligncia
soberana. A beleza que constitui as coisas do Senhor est nas variaes
sem perda da harmonia, que sublimam todos os ritmos. Tudo muda, de
segundo para segundo, embelezando cada vez mais a natureza, nas linhas a
que fomos chamados a servir. Um dia no  igual ao outro. O Cu que se
contempla da Terra mostra diferenas dia a dia e noite a noite. As
pessoas tm suas mudanas e reaes variadas. Os animais e os pssaros,
a flora e a fauna se alteram constantemente. Todas as formas se integram
e desintegram com freqncia, pela fora do progresso. Se assim podemos
dizer, tudo que existe est em contnua modificao. Esta  uma lei
csmica que opera em toda a criao. No h somente diversidade nas
raas humanas, mas variedades em todas as coisas que Deus criou e ns,
na profundidade das nossas conscincias, gostamos de variaes. Sentimos
um prazer indefinvel nas mutaes.      Em se falando do esprito
encarnado, as diferenas fsicas vm da vontade do Criador, que
certamente achou melhor que assim fosse, para a nossa prpria alegria.
Entretanto, estabeleceu leis que pudessem regular essas mudanas, como
sendo um aprendizado para determinada faixa evolutiva das criaturas e
dos prprios animais, vegetais e minerais. Primeiro, uma raa humana
desceu para a carne, com certo preparo no mundo espiritual, para esse ou
aquele continente, trazendo as caractersticas adequadas ao lugar onde
iriam nascer. Depois, foram reforados os caracteres prprios do local
aonde foram chamados a viver.      O        corpo de carne , pois,
obediente s leis fsicas, bem como atende s heranas do emprstimo
biolgico. Tudo que existe na Terra foi idealizado nos planos do
esprito por engenheiros siderais, que copiam e entendem a lei de Deus,
executando sempre a Sua vontade. Se existe diversidade no mundo fsico,
muito mais no mundo moral de cada criatura. Se no mundo moral h
diversidade em tudo, no mundo espiritual muito mais. Existe uma
infinidade de divises, sem que a natureza se mostre aflita ou deixe
faltar alguma coisa para a sua prpria segurana.      Bastou que o
mundo dos espritos preparasse um casal de seres de cor, para que
reinasse uma prole enorme na regio escolhida. Assim ocorreu com todas
as raas de todos os viventes que existem na Terra. Bastou que os
benfeitores espirituais, em nome de Deus, materializassem uma semente de
uma determinada espcie, para que ela enchesse a Terra com infinitos
descendentes. Assim sucede em todos os reinos. A est a chave da
diversidade das coisas, de tudo que existe no mundo e nos mundos.      O
senhor assegurou para tais diversidades os climas correspondentes,
criando a lei da afinidade para sustentar assim aquilo que deveria ser.
Deixou para o homem alguma coisa a ser feita, no sentido de que ele
pudesse cooperar nessas mudanas, formando novos tipos de acasalamento
de raas diferentes, como tambm animais e plantas, dando novas cores s
belezas j estabelecidas pela Divindade.      Deves estudar mais a
natureza, no livro da vida que se abre nas pginas do tempo, que ele te
dir algo mais daquilo que no podemos dizer. A conscincia de quem
estuda despertar em sua plenitude, pela observao sincera de filho de
Deus, porque ela guarda todos os mistrios da vida, com a capacidade de
revelar gradativamente as leis, na seqncia das necessidades. Isto 
Deus em ns, operando em ns! 2 0053/LE NASCIMENTO DO HOMEM      A raa
humana surgiu em diferentes pontos da Terra e, em pocas variadas,
invadiu o solo terreno em busca de lugares adequados para a sua
sustentao biolgica, bem como para se apresentar sob diferentes
formas, mas sendo o mesmo homem, com a funo primordial de subir
despertando seus talentos em estado de sono, no centro dalma. Observa a
filogenia das espcies e notars as variaes das coisas e dos seres
viventes, na procura do mais perfeito, que a razo te dar a resposta.
Tudo  movido para a frente; tudo empreende jornada procurando a luz e
melhorando as prprias condies fsicas, morais e espirituais. Esta  a
lei que sustenta a harmonia da criao e, certamente,  vontade de Deus.
As raas surgiram por afinidade a determinadas regies, e ali
trabalharam e cresceram, entretanto, nunca uma raa foi entregue ao seu
prprio destino, como se fossem o espao e o tempo que cuidassem das
suas necessidades. Deus  Pai bondoso e santo! Todas as raas, desde o
princpio, foram tuteladas por falanges de espritos anglicos, que
cuidaram e cuidam das suas ascenses. Eles so os benfeitores que no se
esquecem dos seus tutelados, que do mais assistncia aos homens do que
estes possam imaginar. Procuram por todos os meios para coloc-los nas
escolas, onde podero ser educados e instrudos e se empenham, com todos
os esforos, para que a humanidade reconhea a sua filiao espiritual.
Ningum est s nos caminhos do mundo. Em quaisquer circunstncias,
ests acompanhado por entidades espirituais, de acordo com tuas
intenes, porm, mesmo que os sentimentos atriam companhias
inferiores, o comando da Luz no te perde de vista, e na hora exata te
chama  realidade, induzindo-te para diretrizes elevadas, por meios que
eles conhecem serem os melhores. Mesmo que a marcha seja rdua, ningum
se perde. Todos, algum dia, aquecero no peito o sol do entendimento,
onde nascer o Cristo dizendo: A paz seja convosco! E encontraremos Deus
dentro de ns.      As diferenciaes das raas no fazem espcies
distintas, como as diferenciaes de nomes e sabores das laranjas no
fazem com que elas percam a designao de laranja. As raas foram feitas
para se mesclarem umas as outras, e essa disposio foi entregue aos
homens.  pois, a tua parte. E nesse cruzamento surge a fraternidade e o
respeito entre todos, como tambm o perdo e o amor.      O comrcio,
que hoje se estende por todas as naes da Terra,  para que os homens
se confraternizem e sintam o mesmo valor em outras raas, aquele direito
por que lutam, a fim de o preservarem, em benefcio prprio.  bom que
vejamos que a natureza no se esqueceu de guardar valores na superfcie
e no seio do solo de uma nao, que na outra no existe; que propiciou
faculdades de trabalho a determinadas raas, coisa que outras encontram
dificuldades de execuo. Pelo princpio do assunto que tocamos, podes
deduzir outras coisas. E tudo isso, para que se processassem as trocas,
muito comuns entre os povos, e com isso, a convivncia altamente
necessria ao despertamento do amor ao prximo, to falado no Evangelho
e necessrio  paz das naes!      O        homem nasceu em diversos
pontos do globo; todavia, so todos irmos, filhos do mesmo Deus. No
podemos nem devemos fugir do nosso dever para com os nossos semelhantes,
porque no podemos viver sem eles. Faamos qual o ar e as guas que
servem todas as naes do mundo com o mesmo interesse de ser til,
repetindo quantas vezes forem necessrias, esse ato de caridade. Assim
deve ser o nosso empenho. 3 0054/LE FONTE UNIVERSAL          Somos todos
filhos do mesmo Pai, Deus, nica fora reconhecidamente livre e
poderosa, que criou e assiste todas as coisas geradas no Seu seio.
Ningum vive  parte do Criador.          Se, porventura, alguma alma
fosse desligada da fonte universal, ela pereceria, porque vivemos e nos
alimentamos nela. As variaes de raas que existem no impedem a nossa
irmandade e nos favorecem numa tnica altamente grandiosa, por
constatarmos a grande inteligncia dAquele que nos fez.          Todos
os homens so irmos em Deus, certamente que o somos, e so esses laos
de originalidade que nos levam a amar aos nossos semelhantes, depois que
o nosso amor j provou a gratido ao nosso Pai que est nos cus. Alm
da afinidade profunda com os nossos semelhantes, a palavra irmo no se
aplica somente no reino dos homens; ela avana e domina todos os reinos
da natureza, naquele aconchego eterno, porque entre os homens e eles se
processa uma troca interminvel de valores, que amplia cada vez mais as
foras que nos sustentam a todos. E saindo da faixa em que vivem, os
homens podem regalar-se, por serem irmos igualmente dos anjos, agentes
divinos do Senhor, que trabalham e alimentam a vida em todas as direes
do infinito.      A humanidade atual est ansiosa para conhecer o
desconhecido. Na verdade, ter sempre o desconhecido pela frente, porm,
devemos trabalhar para desvendar os segredos da Divindade, sem deixar a
porta de entrada mais prxima e verdadeira, para buscar entradas
distantes e ilusrias. A cincia exterior  de grande valor e deve ser
pesquisada, mas, a porta de ouro por onde deves entrar, na senda da
busca, no est fora, mas dentro de cada criatura; no est longe, mas
ao toque das mos. Deus colocou a gema da vida vibrando em cada
criatura, com a perfeio das Suas prprias mos; nunca fez algo
imperfeito, por ser Deus.      Todas as divises que existem na casa
maior partem da mesma fonte, nasceram de um s elemento primitivo, que o
cinetismo csmico faz transformar em espcies diferentes, para que o
belo se expresse com todo vigor, em nuances indescritveis, na lavoura
do Senhor. Eis a a igualdade de tudo que vive e se manifesta no
universo. No esquema divino ningum est perto ou longe; todos estamos
na eternidade juntos, vivendo e desfrutando da vida do grande Foco
Universal, como filhos da Luz.      A lei de amor nos prova o quanto
temos em comum com os nossos semelhantes, como as necessidades que temos
das vidas dos outros, na Terra e nos Cus. Onde se vive melhor  onde
existem mais Espritos reunidos e despertos para o bem da coletividade.
A separao nos traz a carncia de muitos valores e o egosmo nos
atrofia, o orgulho nos cega, e o dio nos faz esquecer a esperana no
futuro. Precisamos e temos necessidade de viver juntos, e desse encontro
com os nossos semelhantes, se processa uma troca de experincia, que
abre nossos caminhos ao alcance da paz. Somente a ignorncia induz a
criatura  separao.      A vida exterior  de grande importncia para
todos ns, onde quer que estejamos na escala de ascenso, todavia, se
no passarmos pelos caminhos interiores, cheios de obstculos e
carregados de espinhos, no vamos ter olhos para ver o belo na feio do
todo. Devemos repetir, quantas vezes nos convier, que todos somos irmos
em Cristo, filhos de Deus. 4 0055/LE MUNDOS HABITADOS      Dependendo da
forma de vida sobre a qual queiramos saber, ela existe em todo lugar!
Tudo que saiu das mos do Criador esplende vida, no entanto, em se
tratando de vida fsica, com pelo menos as aparncias da que existe na
Terra, a resposta toma outras direes. Se algum que no conhecesse a
Terra tivesse uma viso de todas as casas nela construdas, e
perguntasse se todas elas so habitadas por seres humanos, o que
responderamos?  Certamente, que nem todas. Muitas delas esto
desabitadas; outras foram feitas com determinados objetivos que no o de
moradia; outras sero destrudas por j terem cumprido suas misses...
e, assim, sucessivamente. O mesmo se d com os mundos que circulam no
universo de Deus. Nem todos so habitados por seres humanos, por formas
visveis. A lgica nos leva a essa realidade, constatada durante nosso
aprendizado, nas oportunidades de visitar alguns mundos desabitados,
estudando a misso dos mesmos em outros rumos da harmonia divina, quando
tivemos a ventura de constatar mundos habitados por seres com aparncia
idntica  dos companheiros da Terra, uns mais adiantados, outros mais
atrasados. bom que salientemos que no existe algo intil no seio da
criao, pois, se Deus  a Inteligncia Suprema, como iria fazer coisas
sem proveito? Isso no cabe na mente do homem dotado de raciocnio e
dominado pelo saber.      Cabe-nos dizer que o homem deste sculo se
encontra ansioso para conhecer outros mundos, e o prmio dos esforos
consecutivos ser as prprias descobertas. Entrementes,  preciso que os
cientistas materiais descubram-se e ensinem aos seus irmos a se
descobrirem. Cada esprito  um universo em miniatura e as leis de fora
so as mesmas de dentro das almas. Basta sejam estudadas e respeitadas,
para que a luz se faa nos caminhos das criaturas. O que existe fora,
existe dentro; o que est no alto est no baixo, O empenho na Terra  o
de educar os outros, o que muito louvamos, mas necessrio se faz que nos
eduquemos em primeiro lugar.      Quando estamos viajando, temos de
aprender primeiro os caminhos do lugar objetivado; e os caminhos para a
grande viagem dos conhecimentos exteriores comea por dentro do corao.
Muitos insistem, perguntam e estudam, as provveis vindas de seres
superiores  Terra, por veculos siderais, e mesmo nos perguntam se so
provveis essas visitas. Respondemos que sim, com toda a certeza. No
entanto,  necessrio o preparo, e o Evangelho de Nosso Senhor Jesus
Cristo  a melhor cartilha para tal empreendimento. Podes trocar
experincias com irmos de outros mundos, essa a lei, mas,  bom te
conscientizares do que deves fazer dessas experincias assimiladas dos
companheiros de ptrias mais elevadas que a tua. E quando alcanares
igualmente outros mundos, que estejas preparado para levar a mensagem da
fraternidade nas linhas do amor. Essa  a cooperao de uns para com os
outros, no servio do bem imortal.      Deus est vendo tudo o que se
passa em todas as Suas casas, por intermdio dos Seus agentes, que moram
em todos os mundos, e atravs das leis que palpitam em toda a criao. 5
0056/LE A CONSTITUIO FSICA          A constituio fsica dos mundos
que circulam no universo apresenta algumas diferenas, principalmente
naqueles que no so da mesma idade sideral. A matria primitiva  a
mesma em todos os mundos; a maturidade  que modifica a sua composio.
Podemos observar pelos olhos da prpria cincia oficial da Terra, pelo
trabalho que realiza nas suas pesquisas sobre os planetas vizinhos, que
so encontrados neles, segundo seus aparelhos de observao, elementos
que existem na Terra e, certamente, outros que escapam s sensibilidades
dos instrumentos dos homens. Entretanto, os prprios cientistas revelam
as diferenas na atmosfera, umas mais pesadas, outras rarefeitas, as
diferenas na gravidade e a liberdade que tm os raios csmicos, por no
encontrarem a camada protetora de oznio, de que a Terra foi merecedora,
a falta de mares e, conseqentemente, de vegetao, no sendo constatada
a presena dos animais. H muitos mundos que j foram habitados e vivem
em outra funo que no  a de moradia para espritos reencarnados,
entretanto, no fundo so todos iguais, por terem nascido da mesma fonte
universal, por terem sado das mos benfeitoras de Deus.      As
revelaes para os homens devero ser gradativas. Somente o tempo pode
nos dizer quando devem ser descortinadas determinadas verdades. A
verdade fora do momento  bem pior que a mentira, cabendo aos
instrutores da humanidade regular as mensagens e estabelecer os momentos
das revelaes. No momento, saber ou no, se os mundos so constitudos
dos mesmos elementos, pouco importa. A urgncia da atualidade  outra
bem diferente:  estudar o amor, analis-lo e viv-lo, ou procurar viver
essa virtude por excelncia. O de que mais precisamos , pois, do
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo no corao, e que ele seja
pregado em toda parte, de todas as formas que j existem no mundo. 
pura pretenso julgar que estamos com a verdade e as outras religies e
filosofias de posse somente da iluso. Todos temos trabalhos a realizar
diante de Deus e de nossa conscincia. Todos somos irmos, filhos do
mesmo Pai. Condenar quem est fazendo o bem  querer impedir a sua
propagao.      A perfeio ainda escapa aos nossos sentidos, mas
devemos busc-la com todo nimo, com toda a boa vontade. O Livro dos
Espritos  um manancial onde poderemos buscar assuntos e conversar
sobre as belezas da criao e das suas leis naturais; todavia, h muitos
livros que devem ser respeitados pelas doutrinas que revelam e pelos
conceitos que expem, que devem merecer o nosso respeito e a nossa
ateno. H certas palavras que, por vezes, foram alteradas nas obras
bsicas, por haver dificuldade da interpretao do sentido das mesmas.
Quantos dicionrios da mesma lngua no diferem no sentido das palavras?
A constituio fsica dos mundos tem algumas diferenas, porm, tem
muito mais igualdade do que diferena em tudo que se refere, desde a
forma at os elementos. Certas mudanas ocorrem por fora da maturidade
da prpria matria, pois esta  uma lei em todos os globos do universo.
No estamos com isso deturpando respostas dos Espritos, que foram
dirigidas a Allan Kardec e sim, querendo colocar mais luz no assunto,
para que o leitor se inteire da verdade. A nossa conversa  para
valorizar as leis que existem em toda parte, e no destru-las;  para
procurar ajudar no esclarecimento do que foi dito, e no contradizer. 6
0057/LE ORGANIZAO FSICA          Certamente que existem diferenas na
organizao fsica dos mundos habitados. Elas acompanham o estado
evolutivo dos mundos e o comportamento da matria de que so
constitudos, na escala de amadurecimento.          Se nos encontrarmos
num planeta onde a alimentao dos seus habitantes  rarefeita, onde
eles j no precisam mais dos pesados manjares dos homens na Terra, 
lgico que a organizao fisiolgica tem de ser diferente, por no
precisarem mais de certos rgos como estmago, intestinos etc. Se uma
civilizao planetria j enxerga sem usar os olhos,  desnecessrio
esse instrumento da viso, que se atrofiar com o tempo, desabrochando
outro sentido que se sobrepe aos olhos com maior riqueza de detalhes.
O mundo tem a forma que lhe cabe pela sua prpria evoluo, e isso no
altera nada nas leis naturais; antes, as embeleza em todos os sentidos.
Queremos dizer que a gnese em todos os globos do universo  a mesma,
movida pela mesma lei; no entanto, o tempo e o espao requerem dela
mudanas engenhosas; tambm o Esprito  o mesmo, s que nos graus de
ascenso se afiguram grandes diferenas. Temos provas, mesmo na Terra,
das diferenas, em se tratando dos diferentes reinos da natureza, e
mesmo nestes reinos, notaremos as mudanas com a pacincia que lhe 
devida, para que no se expresse em violncia. Tudo obedece a um ritmo
de ascenso sem quebra de harmonia, que  a base da prpria vida
universal.      A razo nos pede para observar os nossos ancestrais
quando movidos em corpo fsico.      O tempo, pela fora das mudanas,
busca o mais perfeito, porque o belo  o ideal da vida, e agora, na
velocidade da poca em que estamos vivendo, notam-se as diferenas de
comportamento de pais para filhos. A distncia, em se tratando de
evoluo,  mnima. A mudana de hbitos, e at as mudanas
fisiolgicas, o processo de alimentao, tudo muda para melhor, em todos
os reinos da criao de Deus.      Existem mundos mais atrasados e mais
adiantados que a Terra, onde por vezes temos de reencarnar, e para tal,
em ambos os casos, temos que fazer adaptao, s vezes demorada, at
recebermos novos corpos no planeta em que iremos nos manifestar
fisicamente. Todavia, o esprito  o mesmo e a matria  a mesma, por
todos os quadrantes do infinito, mas, obediente s leis que vigoram nos
mundos e nos espaos da criao.      Escrevemos o que sabemos, mas nem
tudo o que sabemos podemos escrever. Deus  sbio e justo. Somente
recebemos o que podemos suportar na escala que j atingimos. O Senhor
gosta das diferenas e mutaes, portanto criou as leis que as regulam e
assistem, e ns devemos fazer o mesmo. Somos todos irmos uns dos
outros, com os mesmos direitos e deveres na pauta da vida. No existe
nada inferior para o grande Arquiteto do Universo; tudo  perfeito e
est na mais perfeita ordem, compatvel com a harmonia divina, s que
estamos em estado de despertar. Em uns j afloraram maiores valores, em
outros menos, mas carregam consigo todos eles, como bno do Doador
Maior. No podes pensar que as diferenas fsicas, morais e intelectuais
possam criar barreiras intransponveis. Elas so escolas que devemos
estudar com amor, para aprendermos com humildade as lies que todas
elas nos oferecem. 7 0058/LE A VIDA E A LUZ      O        sol no  a
nica fonte de luz do universo. At as crianas deste sculo conhecem
esta realidade. As primeiras lies de astronomia nos ensinam essa
verdade, mostrando-nos a classificao das estrelas. Os sis so
inumerveis na extenso infinita da criao. Se o nosso sol  uma
estrela de quinta grandeza, e as classificadas na quarta, terceira,
segunda e primeira? Sem estar ao par da quantidade dos sis, mas, para
dar uma idia, so do nosso conhecimento bilhes deles, alguns iguais ao
nosso e outros em melhores condies, onde se concentram energia, dando
e alimentando vida em todas as direes do cosmo.      Ningum  privado
das bnos de Deus. Todos ns recebemos o que necessitamos para viver.
 de raciocnio comum que no podemos dizer que onde no h calor no
existe vida, que onde falta a luz visvel, escapa a inteligncia. Os
recursos da Divindade so inumerveis, os Espritos tomam corpos
diferentes nos diferentes mundos em que habitam. H almas que pouco
dependem do exterior; elas vivem na prpria luz que as circunda. O
ambiente que conheces na Terra ainda se apresenta muito grosseiro diante
de mundos venturosos, onde espritos de alta hierarquia esto
estagiando, bem como existem planetas inferiores em comparao com o
teu, em que os seres, se podemos dizer, humanos, esto desabrochando os
primeiros traos da razo, e a sua inferioridade na escala de ascenso
requer um mundo de constituio pesada, de ar, alimentos, gua e tudo o
mais, nas mesmas condies.      Deus fez de tudo com abundncia,
dependendo das inteligncias procurarem ser obedientes s Suas leis.
Cada globo se apresenta na escala dos planetas com diferenas
inumerveis, no tempo e no espao, por motivos diversos, e essas
diferenas  que tornam o universo em harmonia e beleza indescritveis.
 o cinetismo divino que faz gerar e despertar os valores da vida. 
certo que existem muitos segredos a desvendar, e sempre vo existir,
pois eles nos do esperana e nos fazem trabalhar, buscando a prpria
vida na sua plenitude.      A vida no depende da luz do modo que
pensas; a luz  que depende da vida que a sustenta e d a expresso no
universo.      Nunca podemos dizer que somente existe vida onde houver
condies iguais s da Terra; nunca poderemos dizer que todas as formas
fsicas dependem de carbono, ar, gua e outros elementos indispensveis
ao corpo na Terra. Isso seria diminuir a sabedoria de Deus que, assim
como fez o clima da Terra, para viverem nele o homem, o vegetal e os
animais, poderia fazer mundos diferentes para viverem neles outras raas
com corpos compatveis com o ambiente. E essa  que  a verdade. No
penses que o homem  o rei da criao: todos so irmos, na irmandade
divina do tempo, porque tudo que existe saiu das mos generosas do
Criador.      O teu sol, em comparao com a grandeza de outros que
brilham no infinito, no existe.  uma simples luz bruxuleando no
universo, como que riscada por um fsforo. E tudo vem de Deus, que ora
chamamos a Grande Luz, por no compreendermos, nem conhecermos outra
expresso que Lhe possa retratar a grandeza. A vida e a sabedoria so
muito engenhosas, e cabe a ns buscar seus valores permanentes. Podemos
dizer a todos que nos seguem pela leitura, que as prprias trevas so
luzes que dormem, porque o Senhor vibra em tudo, e  tudo que vive. 8
0059/LE O DIA DA CRIAO          O dia certo da criao da Terra e o
momento em que surgiu o homem na face da mesma escapa a qualquer
inventiva que deseje oferecer os dados exatos, para a curiosidade
humana. Alguns escritores modernos atiram crticas desrespeitosas ao
velho livro iniciado pelo Legislador Hebreu, por este dizer que a Terra
foi feita em seis dias apenas. Esquecem-se esses defensores da verdade
que a prpria verdade, em se visitando a humanidade, veste a capa da
relatividade, para no ser um veculo de perturbao. Muitos segredos
existentes na Bblia esto em forma de parbolas ou envolvidos na letra,
para oferecer conforto s variadas classes de criaturas. Encontramos
esse processo de comunicao no prprio Novo Testamento de Nosso Senhor
Jesus Cristo. Ele usou as parbolas para falar  multido. Esse modo de
falar por vezes atravessa sculos e mais sculos, conduzindo a mensagem
para quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir, como Ele mesmo Se refere
aos ansiosos pela verdade. A prpria cincia moderna nos d uma viso da
paciente mutao das coisas. Vejamos a transformao do carvo em
diamante, feita pela natureza em milhes de anos. Nada  feito com
violncia. Observemos a petrificao de animais encontrados nas rochas,
e a prpria pedra que j foi gua em passado de difcil demarcao.
Se o crtico de hoje se colocasse no lugar de Moiss, o que iria
escrever sobre a criao? Talvez os mais endurecidos dissessem que no
escreveriam nada, para no dizer da forma que foi dito. Por isso  que
nenhum desses foi Moiss, porque era preciso iniciar, do modo que o
mundo espiritual achasse mais conveniente. O Legislador foi um
instrumento dos Espritos superiores. Deu incio a uma obra grandiosa
que persiste at nos dias em que vivemos, admirada e seguida, respeitada
e comentada, vivida e interpretada  luz de todas as pocas.      O
fanatismo em torno da Bblia  obra dos homens que ainda no alcanaram
o bom senso, pois ele existe em todas as religies, seno na prpria
cincia ou filosofia. Compete a cada um de ns um estudo srio sobre a
matria e uma meditao respeitosa sobre os assuntos ventilados no Livro
Sagrado, chegando  concluso de que o bem feito por ele em todo o mundo
ultrapassa as nossas esperanas em outras fontes. O prprio Jesus a
chamou de lei, dizendo:      No vim destruir a lei, mas dar-lhe
cumprimento. E o Novo Testamento sentiu-se seguro ligado ao Velho, como
criana obediente ao pai, para depois ajud-lo no seu roteiro de novas
eras. O mestre tinha grande zelo no cumprimento das escrituras, pois foi
Ele mesmo, do mundo espiritual, quem enviou Moiss e os profetas, no
anncio de todas as verdades, do modo que elas foram pregadas, para
depois consolid-las com a Sua prpria presena, que o mundo recebeu
como um prmio dos Cus, para nunca mais se esquecer dessas bnos de
Deus aos filhos da Terra.      No te preocupes em demasia com o dia da
criao, na exatido do termo, nem com o momento em que foi criado o
homem, e sim, com a urgncia do despertar interior das criaturas, dos
valores imortais do esprito, onde mora Deus no trono da conscincia.
Ado , pois, um smbolo da criatura; podemos t-lo como um tronco de
raa, como houve muitos. Quem desejar descobrir qual foi o primeiro
homem, que faa isso primeiro: descubra qual foi a primeira flor de uma
gigante mangueira florida, que a razo dar a resposta exata do que
queremos dizer. Que Jesus nos abenoe. 9 0060/LE AS DIVISES DOS SERES
As divises dos seres so inumerveis, no reino da Terra; contudo, eles
se encontram existindo com a mesma fora espiritual de Deus. As divises
dos reinos so escalas, onde cabe a cada um existir e viver do modo que
a sua constituio comportar, pelo despertar de valores existentes na
gradatividade das eras. Os seres a que chamamos inorgnicos esto se
preparando, no seio do tempo, para alcanarem organismos compatveis com
as suas necessidades de viver melhor. Todos os seres da Terra, todos os
animais e mesmo as plantas, comearam h milhes de anos como sendo
unicelulares, para depois serem transformados em formas variadas, pelas
mos invisveis dos benfeitores da eternidade, espritos anglicos que
se ocupam com o despertamento dos dons que dormem nos animais, nos
homens e na natureza.          Classifica-se, na Terra, por seres
inorgnicos, aqueles que no tm movimento prprio, tais como os
minerais, a gua, o ar etc., assim nos diz O Livro dos Espritos,
entretanto, esses seres tm uma grande atividade interna: a vida no seu
interior  sobremaneira grandiosa, dirigida igualmente por leis
espirituais que regulam e fazem crescer todas as criaes de Deus. O
esprito passa por uma fileira interminvel para alcanar a razo, dom
que veio se transformando nesta viagem, por leis que ativam e regulam as
qualidades da alma.      Os seres que tm movimento prprio se encontram
em uma escala mais elevada de vida. A rvore est em estado de sonho,
com o seu psiquismo em fase de formao, j com certas sensibilidades
que retratam algumas emoes. Os animais tanto mostram os movimentos
internos dos seus rgos, como os externos, e o prprio instinto se
consagra em uma escala maior do que nas rvores. Os homens j mostram as
claridades evolutivas como criaturas superiores, porque so dotados de
razo. Nesses, a inteligncia se manifesta pela fora da evoluo  se
esse  bem o termo , que pe a pensar todos os sbios do mundo,
principalmente os materialistas, que sempre perguntam no silncio dos
laboratrios: de onde vem a inteligncia? Somente a presena do esprito
no corpo pode responder. Verdade  que eles ainda no acreditam, mesmo
vendo e tocando, negam por imaturidade espiritual. Deus no fez nada
escondido: ns  que no temos qualidades para assimilar as verdades
estabelecidas pelas leis do Criador, porm, a maturidade nos confere os
meios de descobrir segredos escondidos desde o princpio, nas dobras do
prprio tempo, de acordo com as nossas necessidades.      No devemos
nos afligir com verdades que ainda no suportamos; tudo vem a seu tempo,
por aquiescncia dAquele que nos criou a todos; toda a sabedoria parte
de Deus, todo amor est nEle, que  a fonte. Toda a vida promana de Seu
seio.      Os homens no devem desprezar nenhum dos reinos da natureza,
nem se afastar de nenhuma das raas suas irms. Tudo que existe na Terra
 criao dAquele que sabe mais que todos ns, e nos empresta meios
invisveis para que possamos viver em paz. Enquanto vigorarem o egosmo
e o orgulho nos caminhos humanos, a misria no se afastar da Terra, e
os mais miserveis so os usurpadores dos bens que no lhes pertencem. E
foi por essa necessidade de melhorar os sentimentos dos povos, que Deus
enviou Seu filho do corao para nos ensinar a viver, nos moldes que a
harmonia pudesse dominar todo o ambiente da casa terrena.      Queremos
dizer a todos que possam nos ler, que a vida existe em tudo que foi
criado por Deus, no grau que a forma certamente atingiu. 10 00061/LE
MATRIA DIFERENTE      H diferentes estados da matria, dependendo do
grau que ela se encontra na pauta da ascenso, entretanto, em se
buscando o princpio, ela  a mesma em qualquer-lugar a que foi chamada
a servir. O agente ideador de todos os corpos que buscam a perfeio
pois, o movimento. As foras se intercruzam em um campo formado pelo
cinetismo e formam corpos diferentes, com diferenciao na prpria
matria; essa  a riqueza das coisas que foram estabelecidas pelo grande
Arquiteto do Universo. A Inteligncia Suprema  sbia e soberana, e se
ns outros achamos que existem muit os segredos na natureza, na verdade
existem muito mais do que imaginamos. , pois, infinita a lavoura de
pesquisas. O que os homens, e ns mesmos, j conseguimos entender e, por
vezes, dominar, ainda no  um trao na imensa escrita divina nas mos
dos arcanos da divindade.      Os corpos orgnicos e inorgnicos mostram
alguma diferenciao no que toca a sua presena, todavia, nos seus
fundamentos  a mesma matria primitiva a obedecer ao tempo,  fora da
gravidade e ao agente universal que encontra campo de afinidade na
profundidade do seu seio e ali ativa outros movimentos, objetivando o
despertamento dos valores que em tudo existe, doados pelo amor dAquele
que nos deu a prpria vida. Devemos saber que toda a matria  visitada
por fora e por dentro por esse agente universal, entretanto, nos corpos
que j mostram maturidade e que passam a ser corpos orgnicos, ele
encontra coeso, animalizando a prpria matria e dando aspectos de mais
vida. Ele, esse agente divino,  que lhe faz surgir movimento prprio,
caindo o corpo na classificao de outro reino, que  o dos corpos
orgnicos.      O que tentamos escrever sobre esse assunto so leves
traos, para que possas achar onde enfiar a linha na agulha e costurar
livremente a vida toda. Cada criatura  um pesquisador, e  da sua
obrigao estudar, meditar, examinar e chegar s concluses que
correspondem  verdade. Cada um de ns temos de dar a nossa cooperao
na grande estrutura universal do saber, porque todos ns estamos
procurando saber o que Deus escreveu no grande livro da natureza, e isso
 altamente compensador; desperta no nosso corao uma alegria grandiosa
pelo domnio que vamos alcanando nas direes que nos compete
percorrer. No podemos nunca desprezar a matria. Ela  o primeiro passo
para o nosso aprendizado. Se o esprito no precisasse da matria, ela
no existiria, O Esprito  irmo da matria em toda a sua extenso de
vida, a luz  irm das trevas, onde quer que estejam essas duas foras,
e Deus  Pai de tudo que existe e que, porventura, venha a existir.
Tornamos a repetir que a matria primitiva  a mesma onde quer que
estejas. Ao sair da fonte universal, ela vai tomando caracteres
diferentes at chegar  sublimao. Em todos os planos existe matria,
na rarefao que o progresso a faz atingir. No podemos separar a
matria do esprito em nenhuma circunstncia, como no podemos nos
separar da fonte de vida que nos gerou  Deus  Deus de tudo e de todos.
A matria nos corpos orgnicos est animalizada, nos diz O Livro dos
Espritos, e ela, nos corpos psquicos, est espiritualizada. Para que
entendas melhor essas leis, deves somente entrar pela porta do amor, que
as tuas faculdades de entendimento abrir-se-o at o desconhecido, e
cada vez mais avanars em direo a Deus. 11 0062/LE A ANIMALIZAO DA
MATRIA          J dissemos e tornamos a repetir: o agente divino
interpenetra tudo. Ele  como que o hlito de Deus auscultando toda a
criao nos seus mnimos detalhes, no entanto, a matria mais ou menos
amadurecida, com ele afiniza e fica em estado de vivncia animalizada,
em um processo que a prpria cincia deixa escapar, por enquanto, nas
suas pesquisas, mesmo as mais profundas.          Todo espiritualismo, e
principalmente a Doutrina dos Espritos, nos fez entender o respeito que
devemos demonstrar por tudo que existe, porque em tudo existe igualmente
o trao da divindade, para que a vida ali prolifere e esplenda nas
belezas que os Cus desejam. Nada existe por si s. Em cada coisa e em
cada alma, a proteo de Deus no se faz esperar. Ele  presente em
todos os instantes, nos inspirando e protegendo, em todas as
modificaes e avanos espirituais.          Allan Kardec, na sua razo
profunda sobre quaisquer temas a analisar, sentiu a profundidade das
respostas dos Espritos superiores, diante das suas perguntas
inteligentes, e viu um novo mundo a se abrir para a religio, a cincia
e, certamente, para a filosofia, procurando por todos os meios possveis
ajudar a erguer esse grande edifcio doutrinrio, capaz de esclarecer o
mundo todo, por vias j usadas antes, mas no disciplinadas.      Ns
vivemos, esta  a verdade, ligados a vrios mundos e em plena
comunicao com eles, e eles conosco, mesmo inconscientemente. Quando
passamos a ter conhecimento disto, as comunicaes melhoram, e as trocas
de experincias se fertilizam em um processo de simbiose consciente, no
qual o amor e a verdade se manifestam com maior solicitude. Existem vus
para serem soerguidos em todos os campos do saber, esperando de ns a
disposio de alunos corajosos e trabalhadores, para saber e compreender
os deveres diante das realizaes e dos nossos compromissos.      O
Esprito desejoso de conhecer a si mesmo e o ambiente onde vive  aquele
que est disposto a dar o primeiro passo na eternidade dos
esclarecimentos espirituais, e no perde tempo, no tempo que passa a
nosso favor. A matria  a presena divina a nossa frente. Pode-se dizer
que  o seio da gerao que transforma constantemente os seus prprios
valores, em claridades benfeitoras. Tudo na vida  fecundado. O sexo vai
desde a forma unicelular at os anjos, em uma ascenso de esplendor,
dando e fazendo ambiente para que a vida se expresse nas bnos de
Deus. O princpio vital fecunda a matria, que vira me por se
consubstanciar em movimento, expressando a vida com maior fulgor e
mostrando tonalidades de belezas em todos os seus gestos e que,
conseqentemente, busca outras formas mais elevadas.      O
estudo das transformaes j  fascinante, e se torna muito mais, quando
nos conscientizamos destes valores em ns mesmos. O ser espiritual,
encarnado ou desencarnado, quando comea a auto-educao, no silncio de
cada dia, sem reclamar, sem discutir, ou sem exigir, mesmo em detrimento
de sua prpria paz transitria, com o espao de tempo acender uma luz
no seu prprio cu interior, em conexo com a luz que sustenta e gera
vidas, que lhe bafejar todo o ser, garantindo-lhe uma paz imperturbvel
no corao e no reino da conscincia, mostrando-lhe que valeu a pena
sofrer, lutar e confiar no trabalho empreendido por dentro, porque todo
o exterior passou a lhe obedecer, para a conquista da felicidade que
todos almejamos. Abenoemos a matria, pois ela  nosso veculo de
trabalho e de esperana! 12 0063/LE O AGENTE DIVINO      Deus, o
sustentculo da vida em todos os quadrantes do infinito, deixa escapar
de Si um agente divino, cujo fulgor no podemos descrever, pois, os
nossos sentidos so frgeis para registr-lo na sua totalidade absoluta.
Podemos passar a chamar esse fluido purssimo de fora csmica que,
desde que nasce das mos do divino Doador, d incio s suas
interminveis modificaes, visitando, aqui e ali, todos os
departamentos da Casa do Senhor.      A fora vital muito falada em O
Livro dos Espritos  filha da matria universal, j tambm modificada.
Esse agente magntico, ao tocar a matria em estado de inrcia,
empresta-lhe movimento e esta lhe d o seio, em um estado de fecundao
valorosa, correspondendo, assim  prpria vida. Quando a matria
assimila a vitalidade, ela modifica a sua interestrutura, e abre-se como
uma flor na sensibilidade peculiar ao princpio da vida que ali
fecundou, pelo beijo da luz de Deus.      A matria, para receber o
esprito, filho de Deus, na expresso do Evangelho,  necessria 
sensibilizao pelo fluido vital, intermedirio entre um e outro, ponte
pela qual os dois se conhecem na intimidade. Se Deus opera
constantemente na Sua posio de Soberano do Universo, tudo se move,
para que a vida se expresse na fulgurao da luz imortal.      A matria
bruta  O primeiro estgio; o tempo a coloca em estado receptivo, e a
fora vital dar-lhe- movimento. Assim, ela avana pelo desabrochar das
suas qualidades intrnsecas, buscando vida, modificando estruturas e
criando condies para servi de corpo ao esprito imortal, na qualidade
de filho mais prximo do Senhor. Tudo vem de Deus. A prpria Bblia
afirma essa verdade, e ela realmente  filha do Criador em todos os seus
aspectos. Tudo se processa em variadas concordncias, na luz universal.
Devemos estudar para conhecer, para discernir, e a razo no deve ficar
esttica; ela tambm obedece  lei da ascenso, a que chamamos de
evoluo, caindo com o tempo em um reino mais amplo, o da Intuio. Esta
avana com o tempo e nas bnos do espao, buscando pela maturidade o
estado de conscientizao, que  o fenmeno da conscincia, antes
dividida em vrios estgios, em um s volume unificado, reunindo todas
as experincias absorvidas em inmeras reencarnaes, mostrando todas as
qualidades como em um livro, a quem quer que seja.  a luz em cima do
alqueire a que se referem os ensinamentos do Senhor Jesus.      Temos
muito que aprender, todos ns, na qualidade de alunos do Grande Mestre,
e  isso que devemos buscar todos os dias, meses e anos, porm, aprender
sempre com amor, na causa e pela causa de Deus.      Estamos em um
comeo difcil na estrutura em que nos apoiamos. Estamos passando pelas
dificuldades que criamos em um passado distante, mas, se soubermos
desempenhar esses deveres, alcanaremos a vitria e uma exploso de luz
vai acontecer no nosso mundo ntimo, abrindo portas para a nossa
libertao espiritual. Convm a ns outros aproveitarmos o tempo que
passa, pisarmos firme no batente da porta que se nos abre para a Luz, e,
se a lei em todo o universo  de modificaes, compete a ns todos
entrar e respeitar essa lei, modificando o nosso mundo ntimo, nas
regras estabelecidas por Jesus, ao alcance de Deus. 13 0064/LE A
TERCEIRA FORA          Entre a matria e o esprito existe uma tercera
fora que recebe variados nomes, inclusive este, energia vital. A fora
vital percorre todo o corpo, afinizando-se com ele em todas as suas
nuances e sensibilizando-o, para que o Esprito possa nele morar
temporariamente e domin-lo em todos os seus impulsos. E graas a essa
incorporao do esprito na matria, onde a maturidade se d na alma e
por fora evolutiva da mesma, vo se criando novos corpos, de acordo com
as necessidades que o esprito manifesta, atingindo a sua plenitude.
Entretanto, a matria primitiva continua a ser a mesma em todos os
estgios de vida manifestada. As diferenas so processos criados. pela
natureza, de conformidade com o anseio do ser na sua ascenso para Deus.
A fora vital  um agente divino, na divina extenso do universo, filha
do fluido csmico, que nasce nas mudanas de vibraes ideada pelo
Grande Soberano; entretanto,  bom que fique bem claro que, por trs de
todas as mudanas de comportamento da energia divina operam as mos dos
engenheros siderais, Espritos altamente evoludos, encarregados na
co-criao do Senhor de todos os mundos.  de se notar que todos os
ensinamentos espiritualistas modernos e antigos, que conhecemos por
filosofias e religies, falam do trplice aspecto do universo: matria,
energia e esprito. So valores que se confundem, e um no pode ter vida
sem o outro; essa  uma realidade dentro do ninho csmico. O esprito,
para comunicar ou manifestar-se na matria, tem seu agente propondo a
sensibilidade entre um e outro extremo. Esta  uma lei estabelecida em
tudo. Mesmo no mundo haver de existir os intermedirios, para que se
processe o equilbrio e a harmonia.      Basta meditarmos no que tange 
vida na Terra, nos seus lances dirios, para que possamos nos certificar
dessa verdade: a terceira fora. A luz do sol no pode vir diretamente 
Terra. Ela  polarizada no sentido de seus raios serem mais teis, como
benfeitores que so; desta maneira,  coada por um terceiro corpo em
forma de gs, para que a vida se regale e cresa em profuso, em todos
os sentidos. Em um lar existem pai, me e filhos. Faltando uma destas
foras de vida, comea a surgir a desarmonia com mais freqncia. No
comrcio, sempre existe o intermedirio. Este  quem classifica a
mercadoria, dentro de tais responsabilidades. At no amor na Terra, e
mesmo nos cus, existe o terceiro agente, que so as leis que garantem
essa amizade divina, estabelecendo direitos e deveres para os que se
dispuseram a se amar mutuamente.      A vida  uma sublimidade! Quem
quiser viv-la sob todos os aspectos, observe a harmonia do universo;
copie sua cadncia e procure viver e respeitar todas as suas nuances.
Quem fugir das normas da natureza divina criar situaes de difcil
soluo, em todos os seus caminhos.  por isso que O Evangelho Segundo o
Espiritismo nos indica que Fora da Caridade no h Salvao. A caridade
se realiza quando respeitamos todas as leis criadas por Deus, para
garantir e sustentar a sua grandiosa criao. Fugir dela, ou delas, 
procurar sofrimentos em toda parte. Somente voltando  casa do Pai,
somente nos voltando para as coisas naturais,  que a conscincia nos
dar trgua, nos deixando em uma tranqilidade imperturbvel. A
felicidade tem razes na obedincia, que  filha do Amor. 14 0065/LE O
PRINCPIO VITAL       O princpio vital to comentado em O Livro dos
Espritos nasce, como ele mesmo afirma, do fluido universal, que se
transforma criando aspectos diferentes, de acordo com as mais variadas
necessidades. Ele toma caractersticas mltiplas, de conformidade com o
corpo onde passa a atuar. J falamos alhures da sua relevncia ao
contato com a matria, sensibilizando-a, desde quando esta se encontre
amadurecida para tal empreendimento, o de demonstrar vida na feio da
prpria vida. Entretanto, ele no faz isso por si s, por faltar-lhe a
inteligncia capaz de programar os fatos nas linhas da harmonia.
Espritos de alta hierarquia espiritual dedicados  co-criao, almas
altamente sbias, comandam toda essa exploso de vida, dentro dos
prembulos traados pela inteligncia Divina e Soberana.       Nada se
faz por acaso na construo universal. Tudo  planejado e seguido por
inteligncias superiores, que assistem e comandam os fenmenos da
natureza, a que chamamos de evoluo, e que o progresso nos faz crer
como sendo despertamento espiritual das coisas e dos homens, seno dos
Espritos livres da matria pesada. Ainda temos muito que aprender na
escola da vida. Por enquanto estamos balbuciando as primeiras letras do
alfabeto universal. Mesmo aquele que sabe mais, descobre logo que pouco
sabe a respeito da vida, ou mesmo do prprio corpo que lhe serve de
instrumento. Os maiores cientistas do mundo, que conhecem a biologia na
Terra, professores de alta qualidade nas universidades, que ensinam aos
seus alunos com a empfia dos Doutores da Lei, sofrem todos os tipos de
enfermidades orgnicas, por desrespeitarem as prprias leis biolgicas
da harmonia que sustentam e do vida ao complexo humano.       Enquanto
a humanidade confiar somente em plulas, injees e xaropes, ela
continuar doente, porque todos os meios de equilbrio orgnico e
psquico esto ao alcance das mos, na natureza e dentro de cada um, no
seu ntimo, esperando o despertamento da criatura, no que tange a sua
prpria felicidade. Esse princpio vital que se afiniza no mundo
interatmico do organismo, emprestando-lhe movimentos ritmados,  o
mesmo, como sendo fora magntica em abundncia, espraiada no universo,
captada pela mente adestrada neste campo de saber, e que poder ser
usada para o equilbrio e a paz de todas as criaturas, como tambm 
sempre usada por mentes desequilibradas, para a desarmonia, na feitura
de guerras permanentes. Contudo, cada um responde pelo que faz dessas
bnos de Deus. Mas,  bom que se saiba que esse agente vital sempre se
modifica de acordo com o lugar, as intenes e o carter do corpo que
ocupa. Nunca  o mesmo frente a variadas circunstncias. A transformao
 lei universal em todos os mundos e em todos os reinos.       No corpo
humano essa fora vital, tornamos a dizer,  a intermediria entre a
matria e o esprito imortal: ela sensibiliza e o esprito comanda; ela
movimenta e o esprito d expresso; ela prepara todos os canais do
corpo, e o Esprito fala demonstrando a razo, o saber e o amor. O
princpio vital igualmente cresce, acompanha a evoluo do corpo e da
alma, e serve nos dois planos da vida, para que os homens que moram na
Terra reconheam a verdade dos Cus, e se preparem para o inevitvel,
que  o renascimento e a volta para o lugar de onde vieram. 15 0066/LE
FONTE UNIVERSAL      O princpio vital de que temos ouvido falar, e por
certo conhecemos,  oriundo de uma fonte universal, parte do suprimento
divino. No entanto, sem perder o nome, nem seus objetivos, ele demonstra
modificaes na sua trajetria. Ele se modifica nas suas mais Intimas
estruturas, de acordo com o corpo que passa a animar. Esse fluido
valioso, ao interpenetrar a matria, d-lhe movimento. Se podemos dizer,
ele condiciona o corpo em seu profundo cinetismo, dando-lhe atividades
inmeras, nos fazendo sentir a diferena da matria inerte, que tambm o
deixa transitar, mas sem nenhuma afinidade molecular. Escapa-lhe a
expresso de atividade prpria, mas  bom que se note, essa atividade
ainda no  a vida; ele recebe da fonte energtica do suprimento maior,
e no a d. Convm distinguir esse aspecto, para que se possa
compreender melhor os segredos da natureza, dos movimentos e dos
espritos.      J falamos alhures que a matria evolui. Ela, com o
passar dos tempos, desperta suas qualidades, que dormem em seu seio, em
busca da perfeio. Assim a fora vital, assim o Esprito, nas suas mais
altas qualidades, em se falando da matria bruta. Cada criatura est
sendo constantemente envolvida por essa vitalidade e interpenetrada por
essa luz da divindade, e esta energia sublimada , pois, modificada, de
acordo com a elevao da alma que a recebe. Onde h razo, ela recebe e
d, com valores enriquecidos ou deturpados, o tesouro que a misericrdia
de Deus oferta, dependendo do amor rradiante do corao em pauta.
Compete ao leitor, ao estudante espiritualista, compreender seu dever
ante as suas prprias necessidades e procurar todos os meios de
melhorar. Na verdade, no h outro caminho melhor que o delineado por
Nosso Senhor Jesus Cristo no Seu Evangelho de vida. So preceitos que
nos educam e instruem, capacitando-nos a todos para entender o amor e
amar; certificarmo-nos da caridade e faz-la; sentir a necessidade do
perdo e perdoar. Os elementos  ou o elemento  das matrias, em
verdade,  um s, e  nesta descoberta que sentimos e compreendemos a
grandeza de Deus. Ele Se divide ao infinito, de acordo com as
circunstncias que o ambiente precisar. Instiga-nos o raciocnio, pois
ainda no sabemos quase nada do que se refere  matria, quanto mais 
fora vital e ao esprito! No entanto, a intuio nos segreda que
devemos continuar a estudar nesse livro maravilhoso que  a natureza,
nas suas primeiras pginas humanas, depois nas divinas, onde se
encontram os princpios da sabedoria de Deus.      Estamos tentando
falar alguma coisa da matria e dos fluidos que lhes do movimento,
entretanto, ainda no  o Esprito que escapa ao nosso entendimento,
mesmo sendo ns espritos?  o que ocorre com o corpo fsico; os
encarnados esto revestidos dele e, por incrvel que parea, desconhecem
quase por completo as suas funes, que tm muito a ver com a harmonia
do universo. Roguemos a Jesus que nos ajude a compreender essa maravilha
que nos foi entregue por misericrdia, para o nosso aperfeioamento
espiritual. 16 0067/LE O AGENTE VITAL      A vitalidade desenvolve-Se
quando irradia em um corpo, impulsionando-o para o movimento. No
encontro do corpo com ela, expressa-Se a vida, por isso  que dizemos
sempre que a vida  movimento. O esprito tambm  vida, no obstante,
ele alcana valores maiores que a prpria vida, que ainda poucos
conhecem; o tempo falar mais adiante sobre alguns tesouros da alma,
quando em plena ascenso.      Para melhores dedues sobre a fora
vital em um corpo, pode-se analisar uma corrente eltrica quando aciona
um motor e faz mover um maquinrio. Ela, ao chegar, d vida, porque faz
mover os aparelhos antes inertes. Pode-se observar o feto no seu
ambiente gerador: com poucas semanas recebe uma corrente vital que o faz
mover-se, de sorte que o corao, ainda um rudimento desse rgo
sagrado, comea a bater, impulsionando assim o fluxo sangneo,
permitindo aos rgos em formao um estado saudvel, em diligncia
ativa na formao do corpo. Sem esse agente vital no pode haver vida, e
ele, sem a matria, no pode encontrar a expresso da prpria
existncia, para a visualizao dos homens.       O esprito ainda tem
muitos corpos, bem desconhecidos na cincia humana. Os mais estudiosos
j entendem que existem, sem contudo compreender seus objetivos, e mesmo
suas organizaes e trabalhos junto  alma. Cabe  Doutrina dos
Espritos a revelao dessas verdades, de acordo com a elevao dos
homens, sem contudo abalar a estrutura de conhecimentos de cada um. Tudo
deve ser gradativo, para que o mal no grasse e a conscincia no se
altere.       Esperamos que, com o decorrer do tempo, a prpria cincia
dos homens se interesse pela cincia do esprito e a estude com
sinceridade. A vamos encontrar muitos instrumentos com capacidade de
receber os valores das revelaes espirituais. Essa  a nossa alegria:
de nos confundirmos com os seres humanos nas suas necessidades e
falar-lhes frente a frente com todo o desembarao. A vida, assim, ficar
mais fcil para os que se revestiram de carne.       A fora vital pode
decrescer em um corpo, e este ficar desprovido do magnetismo animal,
falecendo; entretanto, uma alma bem adestrada nessa cincia poder, com
os recursos da mente, atra-la com a mesma facilidade que respira o ar,
pois essa fonte de vida est disseminada por toda a parte. Os espritos
sbios esto dispostos a ensinar-lhes, dependendo de encontrarem os
homens preparados para as modificaes que correspondem  afinidade com
essas bnos de Deus. Na verdade, o amor  a chave de tudo e de toda
vida, bem como de um corpo saudvel; entretanto, h outros aspectos que
devem ser observados, para que se tenha felicidade, e felicidade com
abundncia.       Tudo que existe se integra em uma corrente de vida
universal, em busca do despertamento de todas as suas qualidades, e esse
intercmbio, essa unio de todas as coisas,  fora do amor de Deus para
a paz e a luz de todas as criaturas. Homens! Uni-vos no bem e vos
sentreis melhor! Todas as portas se abriro como que por encanto! Eis a
Deus e Cristo a vos ofertarem os caminhos para que possais compreender
as leis que governam e assistem a todos. E quando todos passardes a
amar, a fora vital que vos estimula a vida ser mais ativa e vos
mostrar ngulos mais convenientes para seguirdes em direo a Deus. 17
0068/LE A CAUSA DA MORTE          A causa da morte de um corpo  o
esgotamento orgnico. Quando se processa a velhice, os rgos
enfraquecem e a vitalidade diminui. No entanto, a morte por desastre
interrompe por vezes o movimento orgnico e a interligao de uns rgos
com os outros. A fora vital desapropria-se da rea que comandava e tudo
entra no caos, por faltar harmonia no conjunto. A verdadeira causa da
morte  de difcil comprovao, dado o engenhoso esquema espiritual,
traado  luz do carma de cada Esprito, bem como, e certamente, do seu
livre arbtrio. O poder da vontade soma como bno de Deus e pode
modificar o cronograma, assim como os homens podem e mudam de vez em
quando as suas prprias leis.          A morte de cada corpo humano no
 um determinismo. A vida pode se estender o quanto for necessrio,
desde que os agentes da espiritualidade maior acharem conveniente tal
deciso. Assim, as provas, infortnios e sofrimentos tanto podem
aumentar como diminuir. O mundo espiritual, que comanda a existncia dos
homens na Terra, escolhe o melhor para cada um. Surgem questionamentos
quanto ao fato de um homem de bem morrer jovem, sendo que o
inconveniente  sociedade permanece at a velhice. Isto porque os
espritos que dirigem a humanidade tm olhos para ver as necessidades
mais profundas de cada um. No h injustia em campo algum de vida, cada
qual recebe somente o que merece nas linhas que percorre. Devemos
procurar estudar mais as leis de Deus, que encontraremos a Verdade, como
se respira o ar e se sentem os raios do sol.      A morte  sinnimo de
desagregao da forma fsica, sem que desaparea a vida do corpo, e
muito menos a do esprito. Tudo criado por Deus tem vida imortal. O que
ocorre so infinitas transformaes, que se processam no seio daquilo
que existe. E quando nos  facultada a oportunidade de falar sobre o
Esprito, geralmente usamos termos conhecidos pela humanidade, porm,
todos eles so pobres para explicar o valor da alma. Alhures dizemos que
o esprito  vida , no entanto, a vida  atributo do esprito, como o
amor, a caridade etc.. Todos os valores que conhecemos so atributos
dessa chama divina, que acordam em si e com a sua presena. Qual a
definio que poderemos dar para Esprito? Onde encontraremos termos
adequados? A pobreza da linguagem nos enfraquece a razo; sentimos o que
 o esprito sem ter condies de descrever o que realmente ele . Por
a, pode-se deduzir o que Deus representa para ns, e as dificuldades
que temos para falar sobre o Soberano Senhor. Pouco passamos do
entendimento do ndio e, se quisermos avanar, diremos, repetindo Joo
Evangelista: Deus  amor. E com mais propriedade repetiremos Jesus,
quando nos ensina: Pai nosso que ests nos Cus...      A morte que
muitos temem na Terra  uma renovao,  uma mudana de dimenso da
alma, para que esta compreenda melhor as leis da vida. Muitos perguntam
se a inteligncia  o esprito, e ns repetiremos que ela  um atributo,
um dom que acordou, como muitos outros, na forja divina da conscincia.
E  nessa linha de entendimento que notamos que nada morre; tudo vive na
vida de Deus. E quando comeamos a despertar para Cristo, os caminhos
que se abrem so infinitos, rumo  felicidade imortal, nos ensejando
alegria duradoura e a paz imperturbvel do corao. , pois, o
conhecimento da verdade que nos liberta das trevas para a luz, de sorte
a somente conhecermos a vida e tirarmos da mente a preocupao com a
morte. 18 0069/LE MQUINA DIVINA      O corao  uma mquina divina,
que corresponde s exigncias dos dois planos da vida. Ele  um msculo
cuja sensibilidade ultrapassa todas as dedues da cincia humana,
porque atinge a cincia espiritual. Todos os rgos so sensveis ao
carinho. Esse fato foi comprovado por muitas experincias; no entanto, o
corao  muito mais que todos eles, acudindo ao pedido da mente com
imediata presteza, principalmente quando se fala a ele com afeto, porque
o amor faz mudar o seu prprio ritmo.      O centro de fora cardaco 
responsvel pela vida desse rgo sublimado, onde o esprito repousa
parte de suas foras, as quais so transformadas em sentimentos, que o
Cristo tenta educar na Sua profunda sabedoria. A vida  engenhosa, na
engenhosidade do amor de Deus que nos cerca e ns somos eternos alunos
na escola universal do nosso Pai que est nos cus. Certamente que o
corao no  o nico rgo vital, pois ele faz parte de um conjunto
para que a vida humana se expresse, servindo ao esprito para que este
cresa diante do Senhor. No entanto, pode se dizer, em se tratando das
coisas materiais, que o corao  a sede do amor, de sorte a se
manifestar para todo o corpo. Todos os rgos vivem em harmonia,
sustentados por fios invisveis do amor que parte desse fulcro de luz.
A cincia oficial na Terra tem muito a aprender sobre esse assunto, e os
terapeutas do mundo deveriam procurar se instruir na filosofia do amor,
como coadjuvante divino, para a cura de todos os enfermos. Mesmo os
animais rracionais, tudo que existe, responde ao carinho com trocas
indescritveis, no regime dessa virtude incomparvel.      O corao do
feto comea a bater no ritmo do universo, com apenas quase trs semanas
de vida, pelo impulso da fora vital que acorda o micro-homem para uma
vida na dimenso fsica.  a luz que se acende nas entranhas da me,
pelo amor de Deus, usando os recursos do chacra em movimento. Devemos,
de vez em quando, conversar com o nosso corao, da maneira que Jesus
ensinou quando instrua Seus discpulos, para orarem sem parecer
escndalo diante dos outros. Ele sente o que falamos, mas, antes,
eduquemos a voz e aprendamos a conversar com amor. Devemos entender que
os nossos atos de cada dia so preces ao corao, como a todos os nossos
rgos, todo o nosso corpo, que nos atendem no momento ou depois. Jesus
foi e  o educador por excelncia, de quem herdamos as maiores lies
para que possamos viver em paz com ns mesmos, respeitando aos outros
nossos irmos em caminho.      A cincia chegou ao ponto de trocar
rgos. Louvamos com carinho esse esforo dos homens, todavia, o futuro
nos ir ensinar que devemos trocar o modo de vida anti-natural que o
homem civilizado engendrou na iluso de longevidade. A sabedoria somente
nos traz felicidade quando acompanhada da educao. O corpo humano  um
complexo que s fica bem quando est em harmonia com a criao
universal, e o Evangelho nos ensina a retornar s coisas naturais,
distribuindo para todos ns um conjunto de virtudes, filhas do amor,
como caminhos para a felicidade e para a sade do corpo e da alma.
Ningum foi feito para viver doente; nada foi feito para viver
desajustado; tudo est pronto para que aprendamos; a nossa felicidade
agora depende de ns, porque Deus e Cristo j fizeram a maior parte em
nosso favor. A escola e o mestre andam conosco, por onde andemos, a luz
est acesa desde o princpio, esperando que abramos os olhos para
iluminar a mquina divina que trabalha em nosso peito, o corao. 19
0070/LE MATRIA E FORA VITAL          Quando cessa a vida nos seres
orgnicos, a matria se decompe, por fora de determinadas leis que a
sustentam e regulam.          O princpio vital na criao move os
canais de circulao no corpo, deixa-o, aps um tempo, retornando  sua
fonte e volta a circular no universo em todas as direes, em movimentos
sublimados na ordenao da vida.          Essa energia divina d entrada
no embrio humano, com duas semanas e meia, pelo ajustamento do chacra
cardaco do perisprito, ao corpo em formao. Da  que comea o
primeiro impulso do corao, em movimento, mesmo disforme, para a
circulao interna do sangue, abrangendo o cordo umbilical e a
placenta. O tamanho do corao que comeou a pulsar  muitas vezes
maior, em proporo ao do adulto, porque  uma bomba para irrigao de
trs reas.          Essa fora vital  inquietante. Ela se esgota por
meios diversos mas, se abastece por variadas formas que devemos estudar
e compreender. Assim como os pulmes extraem o oxignio do ar para
purificao do sangue, aliviando a tenso do crebro para equilbrio do
corpo, os centros de fora extraem do mesmo ar, e fora dele, o hlito
divino, na divina seqncia dos seus movimentos, abastecendo de fora
vital a forma fsica, para que ela continue com os seus movimentos
instintivos e as suas defesas naturais, no regime de vida que deve
levar. O homem ainda tem outra fonte dessa bno de Deus, que so os
alimentos. Eles, bem triturados, deixam escapar da sua estrutura
intrnseca essa fora poderosa que, restaura quase todos os
desequilbrios fsicos, de rgos por vezes em decadncia. E, ainda,
mais, a mente no deixa de ser um fator muito importante neste trabalho,
quando ela  educada nos moldes que a cincia do esprito estabelece,
reforado no Evangelho de Jesus.      Compete a cada um de ns saber,
para viver melhor. Nunca faltaram escolas de aprendizado, porm, o que
falta sempre  boa vontade para aprender. O agente vital sensibiliza o
corpo para que o esprito possa manej-lo de acordo com as suas
necessidades, assim como a eletricidade o faz com um aparelho,
colocando-o em movimento sob a vigilncia do homem. Para cada ser humano
h uma cota de energia vital, que pode ser diminuda ou aumentada, de
acordo com a capacidade de cada um. A morte do corpo , pois, a ausncia
dessa fora. Nunca poderemos determinar linhas nem analisar meios, sem
variantes. H casos que contrariam as prprias leis por ns entendidas,
dos quais destacamos as provaes da alma. No processo reencarnatrio, o
perisprito traz marcas, como no caso das doenas, que podem se esgotar,
de acordo com as provaes, a fora vital, para que a lei divina esteja
 disposio da justia. E o reparo dessa energia nesse caso tornar-se-
difcil, mas, tambm nunca impossvel, em se tratando de esprito dotado
de muita boa vontade na conquista de si mesmo. Este  um tema que nos
fascina, pelo seu engenhoso descortino, de dar somente a quem merece, e
os merecimentos se abrem em todas as direes do viver; sobre ele
poderamos escrever um livro sem fugir do mesmo assunto.      Na vida,
nada se perde; a prpria matria tem o condo maravilhoso das mutaes.
A fora vital  o beijo da luz em seu cinetismo permanente, e o esprito
 o amor de Deus, como atributo do Seu corao para os coraes de Seus
filhos, mostrando-lhes os caminhos que levam  felicidade. 20 0071/LE A
INTELIGNCIA  UM ATRIBUTO      A inteligncia  um atributo do
esprito. Ela existe na alma desde seus primrdios, obedecendo a uma
escala descendente, para depois ascender nesta mesma ordem,
desabrochando todas as suas qualidades inerentes aos poderes do
esprito. A faculdade de pensar e de raciocinar dos seres humanos foi o
mesmo instinto do animal que desabrochou pela fora dos evos e pelas
bnos do Criador. Esse mesmo instinto esteve antes na vida da rvore,
como presena divina estabelecedora da harmonia vegetal. E, descendo
mais, vamos encontr-la na pedra, coordenadora da sintonia atmica, na
mais perfeita agregao de elementos, ramificada na inteligncia divina.
Esse atributo do esprito, no anjo, livre dos embaraos terrenos, passa
a chamar-se intuio, faculdade esta conhecida pelos santos e sbios. 
bom que meditemos sobre esta frase: O homem comea a entrar na senda da
felicidade, quando esquece o raciocnio, por alcanar outro estgio
desse atributo divino, no corao que ama, no amor dos anjos.      O
esprito reencarna para despertar certas qualidades no centro da sua
conscincia. Preso na carne, as condies so mais favorveis e, na
mesma oportunidade, sensibiliza a matria, que tambm tem sua ascenso
marcada no progresso de todas as coisas criadas por Deus. No devemos
ignorar as leis estabelecidas pelo Soberano Arquiteto do Universo, nem
julg-lo, quando no ocorre no nosso raciocnio o porqu das coisas. Ele
nada fez nem faz errado. O Universo est em plena harmonia, desde a
matria primitiva, muito distante da cincia perceber, at os ninhos
csmicos, em viagens vertiginosas no espao infinito da criao. O
esprito encarnado est muito longe de conhecer os dons que possui.
Todos os aparelhos descobertos pelos homens, de grande utilidade na
Terra, so plidas imagens dos tesouros espirituais, que dormem dentro
destes mesmos homens.  por isso que sempre falamos que o corpo  um
universo em miniatura e o esprito, um pequeno deus em ascenso, com
todas as qualidades de perfeio em estado latente, como faculdades da
alma.       A inteligncia no  o esprito,  um dos seus atributos em
expanso, sujeito a variadas metamorfoses, porm sempre ascendendo. E 
nesse ascender e crescer que a Doutrina dos Espritos aparece nos nossos
caminhos, nos propondo meios e facultando mtodos mais racionais, no
condicionamento da verdade, visando  nossa libertao. Certamente que a
inteligncia s pode manifestar-se por meio dos rgos materiais, mas,
para os que esto na matria;  lgico, de esprito para esprito, que a
inteligncia  patrimnio espiritual, manifestada por recursos que a
alma alcanou.       O esprito encarnado somente pode demonstrar a sua
inteligncia pelos rgos materiais, sensibilizados pela fora vital,
qual a eletricidade sensibiliza o aparelho de rdio e televiso, para se
ouvir a transmisso e ver as imagens. A vida , pois, muito linda.
Podemos chegar ao xtase quando aprendemos a senti-la, porque Deus est
em ns, esperando que acordemos para v-lo, sensibilizando todos os
nossos dons para ouvi-lo e entend-lO, como Amor e Luz que nos d a
vida. 21 0072/LE A INTELIGNCIA DO HOMEM      Quando falamos da
inteligncia do homem, estamos nos referindo, certamente, ao ser
pensante. A nossa inteligncia, de certa forma, est ligada 
Inteligncia Suprema, na qualidade de sua filha do corao, sem contudo
ser uma frao dessa, mas, criao da grande potncia universal. Ainda
escapam para ns outros os processos naturais da formao da mnada
espiritual. Os detalhes pertencem  excogitao do tempo, pelos canais
do espao. A verdade  disseminada para todos e para cada um, na prpria
dimenso em que vive. No h violncia para nenhum reino de vida.      O
Criador dispe de Sua sabedoria soberana, de forma a nos conduzir para
os nossos irmos menores, no sentido de que eles possam aprender conosco
e, ao mesmo tempo, nos leva para os instrutores maiores, de modo a
aprendermos com eles. As experincias so cambiveis por lei de
compensao e por lei de amor, e nessa escola divina nasce a
fraternidade entre as criaturas. A fonte da nossa inteligncia  Deus,
mas no como sendo uma parte da inteligncia divina, mostrando assim que
no h enfraquecimento do Supremo Comando ao nos criar. A criao  uma
cincia, ou, se podemos dizer, uma receita que no foi ensinada aos
co-criadores. A inteligncia da alma  mais ou menos livre, na extenso
dos seus inumerveis caminhos, para usar, dentro do seu mbito de
liberdade, a sua prpria liberdade de pensar e de agir no mecanismo da
vida. A nossa mente, de encarnados e desencarnados, absorve coisas no
ambiente em que vive. Ela pode assimilar, registrando idias alheias;
ela est sujeita ao condicionamento do que v e ouve. No entanto, tudo
isso tem um limite que as leis de Deus no esquecem, e agem pelos
engenhosos processos da conscincia de, com o tempo, selecionar o que
ouve e o que v:  a presena de Deus em ns, pelos meios que muitos
desconhecem, mas que constitui uma verdade. O futuro ir nos mostrar
coisas incrveis e inimaginveis em relao aos nossos dons.
Sempre falamos na evoluo dos espritos; empregamos alhures esse termo;
no entanto, na verdade existe um despertamento de nossas qualidades, por
j sermos perfeitos dentro da perfeio do Absoluto. Estamos acordando e
vamos continuar a acordar gradativamente. Em comparao com os anjos
somos mortos, ou, se quisermos dizer, estamos dormindo.        A
inteligncia, onde gera a razo nos proporciona a individualidade.
Podemos pensar e fazer o que nos convm, sendo que a lei nos faz
responder pelos nossos atos, O plantio est na nossa liberdade, porm a
colheita  obrigatria, para nos ensinar a sermos bons semeadores. No
absorves a inteligncia, da maneira que absorves o oxignio na atmosfera
em que vives, e ns, o hlito divino na condio de desencarnados. No.
Quando surgimos das mos santificantes de Deus, trazemos dentro de ns,
como herana divina, todas as qualidades da perfeio, que acordam de
passo a passo, que desabrocham de primavera a primavera, sob o comando
do prprio Criador, por intermdio, no nosso caso na Terra, de Jesus
Cristo. 22 0073/LE O INSTINTO EM MARCHA      J falamos algumas vezes
que o instinto  uma inteligncia rudimentar sem a conquista do
raciocnio,  um atributo do esprito em marcha para a perfeio. No
animal ele , pois, o primeiro claro da alma, esforando-se para chegar
s condies do humano. A mo divina atende a toda a criao, de acordo
com a sua elevao espiritual. O animal, na sua condio instintiva, nos
mostra com clareza, o quanto j viajou, desde os primeiros movimentos da
mnada, procurando se expressar em um corpo. Como  infinita a ascenso,
ele no pra de buscar e nesta busca encontra as inmeras possibilidades
do despertamento das suas qualidades, onde Deus deu o toque de vida.
Dificilmente poderemos constatar onde termina o instinto e comea a
razo. Esses dois valores se confundem e se aprimoram no decorrer da
vida, em busca de Deus. A transmutao  vagarosa, entretanto, nunca se
estaciona. Ela avana em todas as direes, procurando sempre o melhor,
por ser o seu objetivo a perfeio. O animal, alm de encontrar
programado nos rudimentos da sua conscincia o que deve fazer, recebe,
paralelamente, essa bno, coadjuvante para as suas necessidades, que 
o instinto, dando ordens e formando atitudes, sem que entrem nesse
movimento os pensamentos, por no haver capacidade de formao das
idias. Se o animal no pensa, escapam das cogitaes todas as
probabilidades de raciocinar.      A razo se desperta no homem, numa
gradao quase imperceptvel. O homem primitivo  quase igual ao animal,
mas, com possibilidades de, a qualquer momento, comear a surgir em si
idias, de maneira a melhorar as suas prprias condies de vida. Partiu
desse primeiro passo o que aconteceu  humanidade: chegar ao ponto a que
chegou, da razo altamente desenvolvida, de maneira que em muitos j
comeam a surgir os rudimentos da intuio, resultado do raciocnio
aperfeioado. Da, partem outras qualidades que at ento fazem parte do
desconhecido. Aquele a quem se chama de santo, gnio ou mstico j se
entrega  intuio divina, e  por isso que ele acerta mais que o homem
comum. A razo  limitada para determinadas coisas.. Ele no alcana o
que podem alcanar os valores do esprito, na elevao que liberta de
todos os interesses materiais, vivendo em completo equilbrio entre as
leis que governam matria e esprito.  de se notar que Deus est
presente em toda a parte. Ele criou leis, de maneira que elas possam
vigiar onde vibram, em um esquema computvel sem erro, na mais perfeita
harmonia de vida.      Todos os reinos demonstram harmonia nas aes que
correspondem s suas necessidades e s qualidades do esprito, que so
inmeras; despertadas, so as mesmas que existem nos outros reinos, s
que esto em forma de rudimentos, esperando o tempo e a vontade do
Criador para crescer e prosperar.      O modo que podemos entender at
agora  este: todos somos filhos de Deus com as mesmas possibilidades e
os mesmos direitos, por herana divina, porm, para os homens, se
movendo em plena razo, a vida mostra que devem se esforar para
conquistar, por serem filhos adultos que j sabem o que fazer. No nos
esqueamos de Jesus porque, para ns, Ele  o Caminho, a Verdade e a
Vida. Passando por Ele, encontraremos com mais segurana, Deus. E com
Jesus, o instinto se transforma com mais fulgor, em dons mais
aprimorados. 23 0074/LE INTELIGNCIA E INSTINTO          No se pode
determinar onde termina o instinto e comea a inteligncia, contudo, um
e outra tm funes diferentes no mbito da vida, e d para perceber no
homem evoludo, a imposio de um e a ascendncia da outra. O instinto 
a mesma inteligncia em estado primitivo e a inteligncia  o instinto
aprimorado, porm, a diviso de um para com o outro  bastante sutil
para que se possa constatar com os nossos sentidos.          O instinto
 uma espcie de condicionamento divino, na divina estrutura do
esprito;  pois, uma espcie de programao da Divindade, na formao
da alma. Podemos analisar os animais: a cada espcie  determinado
desenvolver um tipo de vida, e todas as geraes fazem o mesmo, por lhes
faltar a razo, sendo ela o fator primordial no aprimoramento de mtodos
de todas as criaturas humanas.  bom se notar que o homem de ontem no
teria as mesmas condies de vida dos homens de hoje. Tudo melhorou, de
modo que o bem-estar cresceu, por ser fruto da inteligncia. E, como j
dissemos, tambm a inteligncia ir ceder lugar  intuio, que tem
aparncias de instinto, mas vibra em faixa muito diferente: o primeiro 
terreno e a segunda  divina. Em tudo no mundo h ordem para crescer e
iluminar.      O instinto, no esprito encarnado, no atrofia da maneira
que muitos pensam, para que a inteligncia o domine com toda a
exuberncia. Ele no desaparece. Notamos sua ao orientadora no mundo
inteiro, como sendo uma mente instintiva, a orientar todos os rgos,
seno todo o mundo celular e, como inteligncia, notamos sua ao
benfeitora no campo externo, desenvolvendo as condies exteriores para
a sua prpria felicidade. Quando os sentimentos se iluminam, ajudam o
raciocnio a beneficiar a coletividade, pela fora do amor. A
inteligncia  prova evidente da maturidade da alma, e neste momento
que Deus acha conveniente que o esprito fique mais livre e caminhe com
os prprios ps, que entre na fase de conquistar a sua paz e,
notadamente, responder pelo que faz com as suas faculdades. O instinto 
cego no tocante a escolhas por si mesmo; uma programao, se assim
podemos dizer. J a inteligncia tem a capacidade de selecionar e saber
o melhor. Ela faz parte mais diretamente da conscincia e tira dela
informaes sobre as leis naturais da vida e das vidas sucessivas.
Tudo isso  motivo de muitas pesquisas ainda, para que a luz se faa.
No podemos deixar de escutar assuntos como esses, to fascinantes, nos
levando a crer que grande parte da nossa felicidade se encontra ao nosso
alcance, depois, da dependncia de Deus. A Doutrina dos Espritos veio
abrir um campo grandioso de estudos sobre a vida espiritual, e a
mediunidade em todas as dimenses de vida nos pode fornecer muitas
informaes valiosas acerca da vida, da alma e de todos os seus
sensveis corpos, para que possamos nos expressar e avanar para o
Senhor.      O        instinto impe o caminho que a alma deve
percorrer, a inteligncia analisa, observa, e convida o esprito para
experimentar com parcimnia, e a intuio tem plena conscincia dos
caminhos a percorrer.      Que Deus nos abenoe, para que possamos
entender melhor a vida que vivemos. 24 0075/LE NASCENDO A RAZO, O
INSTINTO SE ATROFIA?      O        alicerce de uma obra aparentemente
desaparece quando o prdio est pronto; no entanto, passa a existir com
muito mais segurana do que antes, pela sua solidez no seio da terra. O
instinto no atrofia ao surgir a razo. Ele perde o comando mais
visvel, como existe no animal, entretanto, ajuda a inteligncia nas
suas difceis solues, no silncio da prpria vida, inerente ao seu
estado.      O        nada se perde atinge igualmente os dons da alma.
Os talentos se intercruzam em uma fraternidade perfeita, uns ajudando os
outros, e todos formando um conjunto, de sorte a trazer ao mundo da
conscincia a harmonia divina. Compete a cada Esprito compreender a
ordem e trabalhar para que ela se estabelea, com todas as suas
diretrizes de amor no centro da conscincia e esta redistribuir as
bnos de felicidade a todo o mundo interno.      O instinto  a base
da conscientizao de todo o saber;  como que um livro invisvel, porm
real, onde esto escritas todas as leis reguladas pelo tempo. A razo 
esse mesmo instinto na feio de maturidade;  o alicerce da
inteligncia, que se apoia neste princpio divino, ordenado e
estabelecido por Deus, como sol da vida.      Podemos comparar o
instinto aos ps dos homens e a inteligncia ao exrcito da razo.
Apesar dos meios de transportes sofisticados da poca, eles sempre
precisam dos ps para tudo o que fazem. Mesmo que se lembrem pouco
deles, eles so a base da locomoo dos encarnados. A Doutrina dos
Espritos, no seu conjunto doutrinrio, nos oferece muitos meios e
mtodos agradveis, para exercitarmos todos os nossos dons, de maneira a
que eles possam crescer ampliando seus valores. Uma escada, mesmo usada
por muitas criaturas, deve conservar os primeiros degraus, sem os quais
no poder ser usada, alm de que so eles que garantem a segurana dos
outros. O instinto, o raciocnio e a intuio constituem uma escada
evolutiva, so estgios variados do mesmo dom da vida que, juntos,
garantem a estabilidade e nos proporcionam meios mais slidos para
vivermos em paz. Nada se acaba na vida; tudo se funde e refunde em busca
da perfeio.      O homem no pode desprezar o instinto porque possui a
inteligncia, nem o super-homem pode abandonar a inteligncia, por ter
conquistado a intuio. Todos os valores so teis na engrenagem
evolutiva de todos os seres. Entrementes, deve-se saber us-los na hora
certa, como no momento exato servir-se do raciocnio. O conhecimento  a
base do equilbrio e a compreenso, o estmulo de todas as foras do bem
que, somadas, esplendem-se no amor. O instinto nunca se transvia, por
ser programao da Divindade, no centro das vidas menores, e a razo
obedece ao livre arbtrio da criatura, que necessita de experincias
para que sua disciplina se alie ao bom senso.      De fato, o instinto 
uma inteligncia rudimentar mas, que guarda no seu seio celeiros
imortais que, desenvolvidos, ultrapassam as belezas da prpria
inteligncia e mesmo da intuio, pelo fato de que o despertamento da
alma  infinito, na extenso grandiosa do crescimento sem limites, do
esprito. 25 0076/LE DEFINIR O ESPRITO      A definio do esprito
propriamente dito, a sua gnese nos profundos segredos de sua
constituio elaborada por Deus, ser-nos- difcil, por nos faltarem
palavras para tais definies. Se obedecemos s leis que regulam o
crescimento espiritual, achamos bem melhor pensar no respeito que
devemos a todas as criaturas, que devem aprender gradativamente, de
acordo com as necessidades de ascenso. A violncia em todas as ordens,
e principalmente no saber,  contrria ao progresso de todas as coisas,
mormente para os seres inteligentes.      A cincia, mesmo com os seus
limites, pode nos falar de muita coisa referente a nossa marcha para a
conquista da libertao, entretanto, se no estivermos preparados na
escola do amor, o que faremos com esses conhecimentos? Para que
conhecer, se no aprendemos a discernir, se no aprendemos a aplicar com
entendimento, se nos falta o amor aos nossos semelhantes? No devemos
fugir do saber, porm, saber como convm saber. Definir o esprito em
todas as suas particularidades, por enquanto, nos traria certa confuso,
por sermos ainda crianas, com necessidades para as primeiras letras
sobre a vida. Definir a vida  bastante difcil para quem ainda
permanece na morte. Acordemos primeiro, para depois sabermos alguma
coisa sobre os que vivem.      Os encarnados, por enquanto, como grande
parte dos desencarnados, desconhecem o corpo fsico, suas inmeras
funes, seu engenhoso movimento que busca sempre integrar-se na
harmonia universal. O corpo de carne e msculos, fibras e ossos,  o
mais perfeito aparelho. , pois, a maior maravilha entre todas as outras
existentes no mundo, exposta  vista humana, para ser ainda conhecida.
Como desejar conhecer os outros corpos usados pelos espritos e, ainda
mais, conhecer o prprio esprito? Devemos comear pela Terra, para
sentir e perceber o Cu. Se queremos ser obedientes  harmonia, sejamos
disciplinados, seguindo as linhas traadas pela gradatividade, como as
letras que aqui usamos para que os nossos pensamentos sejam entendidos.
Deus no tem segredos para com os Seus filhos, mas pede preparo para que
possamos suportar as revelaes espirituais.      As foras do esprito
so ilimitadas, todavia, desabrocham gradativamente na alma, que sabe
usar seus tesouros; do contrrio, estabeleceria uma confuso no seio da
sociedade. Alguns acham que muitos no deveriam saber o que sabem, e
esto enganados: a cada um foi e  dado o que realmente merece. A
definio do esprito, que muitos desejam, no est sendo negada por
Deus: ela est sendo dada, pelos meios que correspondem s necessidades
das almas, atravs de vrios livros e em inmeras mensagens escritas por
intermdio da mediunidade no Brasil e em todo o mundo. 26 0077/LE ORIGEM
DO ESPRITO      De onde originou-se o esprito? Ele  parte do Criador,
ou gerou-se espontaneamente? So freqentes essas perguntas em todas as
classes, em quase todas as religies. No nos cabe responder da maneira
que muitos querem saber; a especulao  muito profunda para a faixa a
que pertencemos na escala evolutiva em que, por enquanto, estagiamos.
Ns outros precisamos conquistar mais para saber mais. Na verdade, a
origem do esprito se perde nas noites de bilhes de anos, de maneira a
escapar s dedues e s especulaes humanas. Temos a dizer que ele 
criao de Deus, e no parte do Todo Poderoso. A alma  mquina divina
feita pelas mos de luz do Inconcebvel, de sorte que somente Ele
entende e conhece a Sua obra. Pouco ainda conhecemos sobre as Suas leis
e nos perdemos nos primeiros ensaios dos conhecimentos do corpo fsico.
Como querer conhecer o esprito, de onde ele veio e para onde ele vai?
Basta, por enquanto, estudarmos e comearmos a praticar as regras
ensinadas por Jesus, que neste clima perceberemos os primeiros elos que
nos prendem ao Criador, e o objetivo da prpria vida.      Muito se tem
escrito sobre a vida da chama divina que tem o direito de revestir-se de
carne, no entanto, pouco se aproveita em tudo que j se falou. Esse
assunto  qual o garimpo de pedras preciosas: remove-se muito cascalho
para se encontrar frao de valores, quando se os encontra! Porm, o bom
senso nos fala que devemos procurar o elo perdido, porque  na procura
com dignidade e respeito, que certamente vamos encontrando os vestgios
da origem da Luz, que nos promete a felicidade. Sejamos fortes e
trabalhadores, intensifiquemos esforos na aquisio de valores morais e
lutemos dentro de ns mesmos a fim de nos vencermos e nos conquistarmos,
para que nasa o sol da liberdade no mundo dos sentimentos. E nesse
espetculo de vida, abramos os braos para Deus, para que Ele nos ajude
a sentir o Cristo em ns, com a sagrada misso de nos libertar.      No
sculo atual pode-se observar as grandes invenes dos homens. Pois bem,
so suas filhas, e no o prprio homem. E Deus, sendo a Inteligncia
Suprema, claro que Sua criao  mais perfeita do que a dos homens. Ele
no vedou os conhecimentos aos Seus filhos, porm estatuiu leis para
regularem a sabedoria, de acordo com a prpria evoluo, e isto o fez
para o bem e a paz das criaturas. Dotou-nos de todas as qualidades, de
modo que esses tesouros desabrochassem no tempo certo e no momento
exato, sem nos perturbarem, antes, nos favorecendo em todos os rumos
frente  eternidade. 27 0078/LE OS ESPRITOS TIVERAM PRINCPIO?      Se
foram criados, certamente que tiveram incio. O incio e como foram
criados permanece como mistrio de Deus, entretanto, a luz vir quando o
Senhor achar conveniente. Devemos nos preparar como o aluno que domina
todos os cursos, nas bnos do tempo, para receber o diploma. A aflio
a nada nos leva. O nosso procedimento  crer em Deus sobre todas as
coisas, e confiar na ajuda do prximo, juntando com o nosso esforo, no
sentido de que a luz se faa em nosso entendimento. Que queremos mais,
se estamos j recebendo muito? Basta olharmos para trs, que notaremos o
quanto aprendemos da bondade de Deus.      Todos j conhecem que o
universo  montado na mais profunda harmonia, sem nenhuma frao de
desequilbrio, e se todos os nossos corpos, como ns mesmos, somos
micro-universos,  de ordem natural que procuremos viver em harmonia com
o macrocosmo. Esse  o caminho que deveremos conquistar. E se por fora
de ns chamamos essa ordem de harmonia, dentro de ns ela passa a se
chamar amor, carregando consigo o ambiente do prprio Criador.      Tudo
que existe  criao de Deus, dos vrus aos homens e destes aos anjos,
da matria interatmica aos mundos, e desses aos ninhos galticos.
Estamos todos e tudo ligados por fios invisveis do amor de Deus que,
por vezes, no percebemos; no entanto, nem tudo  esprito, nem tudo 
matria. As divises so enormes na seqncia evolutiva de todas as
coisas. Devemos passar a compreender cada coisa em seu lugar com os
direitos e deveres de uns para com os outros. O nosso amor deve atingir
a tudo que existe, em todas as freqncias de vida, que por ele
recebemos o que doamos, com acrscimo da misericrdia do Senhor.      Os
espritos tiveram, sim, um princpio, sob o comando daquele que gera a
vida e que alimenta tudo que existe no estiro da eternidade. A
questionamentos entre pessoas, uns afirmando que existem os mistrios,
outros negando. Todavia, mistrios sempre existiram e vo existir por
toda a eternidade, em relao a ns, as criaturas, porque nunca seremos
iguais ao Criador. A nossa evoluo ou despertamento  eterna, mas Deus
est fora da eternidade que conhecemos e compreendemos. As suas leis no
tem ao sobre Ele.      Devagar vamos descobrindo que as leis foram
criadas porque ns ainda somos inferiores. No mundo existem prises por
causa dos desobedientes, existem escolas para ensinar a quem no sabe,
existem hospitais por causa dos doentes. Quando houver o equilbrio de
todas as coisas e de todos os seres, tudo mudar. Deus nunca erra! Para
que leis para ele? Esta , pois, uma lgica que no merece discusso. 
bom afirmar que vivemos para sempre. 28 0079/LE A DIVINA UNIDADE
Deus  a Unidade Suprema. A sua vida  um mistrio escondido nas dobras
da eternidade, de modo que os espritos, seus filhos, passam a
compreender algumas das suas nuances, pelo processo de despertamento dos
dons recebidos da grande fonte, desde a sua formao. Buscando a
profundidade das coisas, vibrando no seio da divindade, Ela, em Deus, 
una quando sai de seu campo de fora, se podemos empregar este termo; a
partir da, se divide pelas condies do prprio ambiente, compreendendo
que, no fundo,  a mesma essncia, porm, tomando expresses variadas,
com objetivos inmeros, obediente ao comando da Suprema Inteligncia.
Quem pode dizer ou afirmar a quantidade de divises da essncia
unificada no Criador? Ningum sabe, pois as expresses desse fludo so
incontveis. Nele pulsa a vida na Terra e em todos os mundos, no espao
chamado vazio e em todas as dimenses espirituais, em um cinetismo
indescritvel.          Essa matria primitiva, ou energia csmica, como
a queiramos chamar, desprendida da lcida mente do Senhor,  o agente
que atende a todos os reclamos da vida, que faz perceber toda a casa
universal, como se estivesse presente em toda a parte. O homem na Terra
pode deduzir essas transmutaes, pelo que  feito e observado nos
prprios laboratrios atravs das mudanas dos elementos, sendo a forja
divina o prprio tempo; a lavoura e a pecuria nos do uma idia, e
mesmo a vida humana nos fornece campo para essas dedues.
Existe uma escala peridica dos elementos que compe as coisas, os
elementos atmicos. Diminudos ou acrescentados, muda-se a estrutura da
matria e, as vezes, a sua forma. Somente a matria primitiva,
certamente quem a criou, so imutveis e escapam todas as pesquisas
humanas e mesmo espirituais em nosso reino, ou por assim dizer, na faixa
de vida em que vivemos.          Todos os estudiosos buscam com
interesse a genealogia do esprito, de onde ele veio e para onde vai, na
ncia de saber o seu prprio destino. At certo ponto no tiramos a
razo deles, no entanto,  imperioso que reconheamos que essa marcha 
vagarosa.  uma subida lenta, a do saber, e deve obedecer, por lei, 
evoluo de cada criatura.          Certamente que o esprito nasceu da
mesma fonte de onde saram todas as coisas, porque tudo que sai de Deus
 divino, com qualidades sublimadas a serem despertadas, e o tempo  o
processo desse crescer. Se notarmos os feitos dos grandes homens, o seu
amor por todas as coisas sem distino, d para entendermos que somos
todos irmos, pela unidade universal de toda a criao. Cada um e cada
coisa vive em dimenso diferente, entretanto, carregam no centro da vida
o prprio Criador, de maneira a ouvi-lo e senti-lo na sua vontade
poderosa e santa. Tanto elemento material, como afirma O Livro dos
Espritos, como elemento inteligente do universo saram do hlito divino
e esto em processo de despertamento, pois tudo e todos somos filhos da
Unidade Divina. 29 0080/LE CRIAO DOS ESPRITOS          As pesquisas
que so feitas sobre o esprito so plidas imagens em relao 
realidade. A sua formao foge aos nossos sentidos, mesmo os mais
apurados. Os espritos foram criados,  o que podemos dizer aos
estudiosos. Deus  o Criador de tudo que existe, no entanto, a tcnica
empregada por Ele na formao das almas continua a ser mistrio para ns
outros. Por enquanto, a nossa evoluo no comporta tamanha grandeza. Os
vus de sis vo sendo retirados da nossa frente, na gradao que convm
ao Todo Poderoso. Continuemos o nosso interesse de saber, sem aflio,
como o aluno inteligente que espera a sbia soluo do tempo. Toda
assimilao  demorada. A verdade de Deus no pode ser mudada pelos
homens e, sim, obedecida. O mundo universal foi tocado pela harmonia
divina e ela nos deixa sentir a necessidade da mesma harmonia dentro de
ns. E a harmonia  amor. Por esse fato,  que no pode existir vida sem
amor.      Os espritos foram criados e continuam a ser criados pela
mente suprema, capacidade esta que foge s nossas anlises, porque a
criao no tem capacidade de compreender o Criador, e sim, entender
mais ou menos seus objetivos, como saber que a inteligncia divina 
perfeita. Se Deus criasse ou tivesse criado tudo nos princpios da
eternidade, estaria inerte, contrariando as Suas prprias leis. Ele
opera constantemente, nos diz Jesus. Tudo que se expressa e muda de
forma,  pela Sua magnnima ao. O senhor nunca parou de trabalhar, nem
sequer um minuto, na contagem humana, e a Sua glria consiste nisso: o
labor divino  vida, na profuso do Seu amor.      Para sentir um ponto
de entendimento acerca do que estamos falando, basta observar o corpo
humano, forma grandiosa, no degrau de despertamento do esprito. A sua
vida  movimento. Nada nele pra. Observemos os protozorios e os
prprios mundos: tudo se move, tudo cresce para o seu criador, em busca
da unidade. No  necessrio ir muito longe para compreender a dinmica
do Criador; basta analisar os prprios pensamentos e verificar que eles
so ativos, na atividade da vida.      Estamos na escala dos espritos
que comeam a receber as primeiras lies sobre a vida. Ainda
desconhecemos muita coisa sobre o corpo humano, que , pode-se dizer, o
primeiro degrau da escada evolutiva, O aprendizado  infinito em todos
os reinos, cabendo a ns outros agradecer a Deus por essas oportunidades
e aproveit-las em todas as suas seqncias, sentindo e vivendo essa
harmonia de Deus, tocando a cano de vida desde o tomo at os grandes
acmulos dos mundos. Sejamos fortes no trabalho do bem e hbeis no
servio da caridade, que os nossos sentidos se abriro para melhor
compreendermos a vida e participarmos da divina criao, como
co-criadores, onde quer que estejamos.      Deus jamais deixou de criar
coisas e espritos, e a receita ainda permanece no mistrio que o tempo
encobre, esperando certamente a maturidade dos Seus filhos. Porm,
enquanto se espera, faamos o que est ao nosso alcance, porque intuio
para o trabalho no nos falta. Jesus  o grande inspirador dos nossos
passos e o        Evangelho, o cdigo que poderemos e devemos consultar
todos os dias. Ele traa para ns todas as diretrizes que nos convm,
por amor. O nosso desejo  reflexo da vontade do Pai, de criar tambm.
30 0081/LE FORMAO ESPONTNEA      Acreditar que os espritos se formam
espontaneamente  desconhecer as leis do Criador, a Sua ao benfeitora
em todo o universo. Por no dispormos de outro termo mais adequado,
cabe-nos dizer que Deus nos criou pela Sua potente fora de vontade.
como se encontra na gnese: Faa-se a luz, e a luz se fez. Em relao 
alma, podemos dizer que o Senhor disse: Faa-se o esprito, e o
esprito se fez, no deixando de ser um simbolismo divino, na divina
estrutura da criao. O tempo na contagem humana, que se gastou para que
o esprito se expressasse como alma inteligente, est perdido no prprio
tempo. A formao da alma, de certo modo, no deixa de ser espontnea,
mas sob a ao permanente do grande Arquiteto do Universo.      Nada se
opera no esquema de Deus sem o trabalho permanente dEle mesmo e dos Seus
filhos maiores, disseminados em toda a criao universal. Quem pretende
entender que a criao espontnea prescinde da Grande Inteligncia, 
bom que compreenda que no existe criao espontnea desta forma. A
Suprema Inteligncia do Universo no deseja esconder os Seus segredos da
humanidade encarnada e desencarnada, porm, a revelao deve ser
gradativa, para evitar perturbaes naqueles que no suportam uma
verdade mais acentuada. Devemos intentar andar de passo a passo e,
quando o progresso nos chamar, busquemos acelerar nossa marcha, por j
suportarmos o entendimento.      Estamos todos interligados ao Criador,
por processos que desconhecemos, mas que so reais. Bebemos a vida nEle,
e se nos alimentarmos em Seu amor magnnimo e santo, na verdadeira
acepo da palavra, no existir formao espontnea em nada. Em tudo
encontramos as marcas das mos da Divindade, que deixa o selo da
perfeio. Tudo que Ele fez est perfeito; a ignorncia  que nos faz
ver erro onde no existe. Estamos todos em processo de despertamento
espiritual, e a  que encontramos a desarmonia, sem que ela exista
realmente. Se Deus nos criou  Sua Semelhana, no que devemos crer,
estamos de posse de muitas qualidades, que aparecero com o tempo, que
far desabrochar os nossos talentos pelas bnos do prprio Criador.
Somos Seus filhos, e j que moramos no mesmo lar, somos herdeiros
diretos do Seu amor. Compete a ns outros sabermos usar esses dons
espirituais, como sementes que devemos semear, de sorte que devemos
saciar a fome com os seus frutos.      Analisemos os nossos pensamentos
e a seleo que temos o direito de fazer. Parece que eles surgem
espontaneamente, no que tange ao que sentimos, no entanto, eles tm um
princpio na nossa mente ou em mentes exteriores. No se formam
espontaneamente, e eis que se trata de pensamentos. No que se refere ao
esprito, a coisa  muito mais sria. Seria sua formao espontnea?
Certamente que no;  uma programao divina, a Sua mais perfeita
criao. Nada existe imperfeito, sado das Suas mos de luz. O
entendimento da formao das coisas e dos espritos nos leva ao maior
respeito por tudo que nos serve e que nos ajuda a ascender para o
infinito. Agora, devemos pedir a Jesus para nos ajudar a compreender com
mais acerto certas leis que nos assistem e nos comandam. 31 00821LE OS
ESPRITOS SO IMATERIAIS?          Os espritos, como criaturas divinas,
so realidades, por terem sido criados; so almas nas quais despertam
valores capazes de faz-las sentir os atributos de Deus.          Os
espritos so imateriais, pelo compacto da matria que se conhece, no
entanto, na profundidade do termo, eles passam a ser constitudos de
matria que escapa aos sentidos humanos, como no dizer de O Livro dos
Espritos: matria quintessenciada. Dentro de sua pureza, esquece o
estado primitivo, onde se pode ver e pegar, onde se manifesta em formas.
O esprito no tem forma definida. Se podemos comparar, mesmo que seja
com plidas imagens, vamos dizer que ele  qual a gua ou o vento, que
toma a forma da vasilha ou do ambiente em que  colocado. No caso do
esprito superior, ele pode tornar a forma que desejar e o seu comando 
a mente. Quanto s particularidades, ainda  cedo para que possamos
conversar e entender. Por isso  que podemos chamar o esprito de ser
incorpreo, por no ter ele precisamente um corpo, como se entende as
formas. A linguagem humana  fraca para se conversar sobre os assuntos
do esprito, mas, toda tentativa  vlida, por se entender alguma coisa
acerca de assuntos de relevncia como este. Que Deus nos abenoe em
todos os nossos esforos, que marcam um aprendizado de luz!
Recorremos sempre a imagens para melhor sermos entendidos, mesmo que
sejam as mais simples. Vejamos a massa de trigo para o preparo do po,
no processo de fermentao! Assim  a matria quintessenciada nas mos
do Criador. Antes, era um todo, depois, o prprio tempo a separou em
individualidades que Deus achou conveniente, qual a massa que se
transmuta em pes: individualizada, porm, carregando a mesma essncia
de vida e da vida maior. A massa fermentada destacada em pedaos vai ao
forno quente, no sentido de tomar uma feio de alimento saudvel. Assim
 o esprito individualizado: vai ao calor das bnos do Pai Celestial
para que a razo se expanda no tempo e no espao, garantindo a sua
personalidade, que caminha para novas conquistas, conscientizando-se de
tudo e sentindo a necessidade de libertao, conquistando a si mesmo e
assistindo no palco da conscincia ao desabrochar dos valores inerentes
a sua prpria vida.      O esprito  uma luz diferenciada que acode as
suas prprias necessidades, como ajuda aos seus irmos de caminho,
naquilo que o Senhor determinar.  uma chama divina consciente, mas, 
qual ainda falta conhecer muitas coisas, no que se refere  sua prpria
existncia. Pelo menos no estgio em que nos encontramos, h muitos
mistrios a desvendar, no que tange ao esprito.      Os espritos so
imateriais pelo estado de matria que se conhece, no entanto, tudo que
existe nasceu da mesma fonte divina, e desse nascimento at ao esprito,
ocorreram diversas transmutaes de todas as ordens, para que a luz
maior irradiasse no centro da vida, e a harmonia se fizesse no seio da
luz, obedecendo  vontade do Criador, como sendo um sol inteligente,
filho de um sol maior. 32 0083/LE OS ESPRITOS TM FIM?
Inicialmente, reafirmamos que o esprito encarnado sofre grandes
limitaes no que concerne  capacidade de maior entendimento,
principalmente sobre a vida espiritual. Tambm ns sofremos, como
esprito fora da carne, incapacidade de responder a determinadas
perguntas, feitas pelos homens. Nem tudo nos  dado a saber. O
conhecimento sempre acompanha o crescimento espiritual e  uma lei de
equilbrio em favor das prprias criaturas.      A pergunta, se os
Espritos tm fim, certamente foi feita inspirada na razo, por saber
que ele teve princpio, no entanto, devemos dizer que as leis no plano
maior da vida nem sempre tm relao com as que existem na Terra e que
so conhecidas pelos homens. O que  impossvel para os homens no o 
para Deus, como igualmente o que se conhece por princpio se perde na
grande equao da Divindade. O que se entende como sendo fim sofre
diferenciao no seio dAquele que tudo gerou. J falamos alhures que a
linguagem humana  deficiente para conversar sobre as coisas
transcendentais. Podemos assinalar por ela algumas coisas, o que j
constitui uma misericrdia para todos ns.      O esprito que respondeu
a Allan Kardec sobre o assunto, limitou-se a dizer ao codificador:
Dizemos que a existncia dos espritos no tem fim. E acrescentou mais
adiante:  tudo o que podemos, por agora, dizer.  certo que, em
geral, os homens tm ansiedade pela vida. Se ela terminasse no tmulo, e
com isso o esprito tivesse fim, seria fator de desestmulo para todos
os homens da terra e dos outros planetas habitados para os quais a
evoluo e o progresso no existiriam. Porm, a bondade de Deus 
tamanha que Ele nos fez  Sua semelhana, palavra divina que ilumina,
consola e se transforma em felicidade para todas as criaturas. Se somos
semelhantes ao Criador, somos eternos, e o tempo para ns, como
espritos, servir-nos- para a renovao interior: quanto mais velhos,
mais novos...      Muitos espiritualistas reclamam da nossa conversa
que, dizem, se parece com parbolas de difcil entendimento. Desejam
coisas mais claras, mais objetivas. Se estivesse ao nosso alcance,
falaramos com todo prazer, porm, para sermos bem entendidos,
prefervel falarmos pouco por faltar na linguagem humana, recursos e
mesmo preparo por parte dos homens para ouvir determinados assuntos, que
se simples para alguns, em outros podero suscitar dbias
interpretaes. Estamos na escola divina, todos juntos, procura dos
mesmos ideais. Para o nosso consolo e alegria, cumpre refletir que fomos
criados por Deus, a Suprema Inteligncia, a Suprema Perfeio, que no
iria fazer algo imperfeito. A harmonia vibra em tudo que Suas mos
tocaram.      No mundo espiritual, estudamos e pesquisamos os mistrios
de Deus, que so muitos. Descem ao nosso plano grandes almas, para nos
ensinar algo mais sobre o amor, a cincia e a prpria filosofia, e
devemos dizer que h assuntos para os quais nos falta ainda o
entendimento. Usamos a orao para compreender, na gradao das leis, o
que  nos dado a conhecer. Do que compreendemos, algumas coisas passamos
para os homens, pelas faculdades medinicas dos mesmos. Devemos repetir,
para o bem-estar geral, que somos eternos na eternidade de Deus, mesmo
com todas as transformaes sofridas. 33 0084/LE O MUNDO DOS ESPRITOS
A razo nos diz que, se existem espritos, haver de existir o mundo
onde eles habitam, que chamamos de o mundo dos espritos. E  de senso
comum entre os espiritualistas, que as dimenses de vida so inmeras em
todos os quadrantes do universo, caminhando com a Terra em torno do sol,
e com este no espao infinito. Existem muitas faixas onde se organizam e
se movimentam Espritos com a mesma afinidade de vida. So levantados
pases, cidades e colnias sem conta, postos de socorro e variaes de
assistncia por todos os lados, para o bem-estar de todas as almas que
estagiam neste abenoado campo de vida. A Terra  uma cpia dessas
construes, que podemos chamar fludicas.      O mundo dos espritos 
mais real que o fsico. A vida dos espritos  semelhante  dos homens,
porque estes, antes de reencarnarem, aprendem naquele plano o que devem
fazer na Terra. Graas  Doutrina dos Espritos, eles esto mais
conscientes desta grande verdade. A misso das religies de todo mundo
deveria ser a de colocar a criatura mais prxima do mundo espiritual,
possibilitando aos dois planos trabalharem juntos para a conquista do
amor e da sabedoria.      A cincia dos homens est avanando para o
esprito, por vezes sem o perceber. A qualquer hora, a bondade de Deus
ir proporcionar o ambiente para o encontro, de sorte a alicerar a f,
estendendo essa confiana pelas linhas da fraternidade. Hoje, j se sabe
que a fora mais poderosa se encontra oculta, e o estudo da
personalidade humana est trazendo aos homens de cincia uma realidade
mais profunda. Vive-se a era dos computadores em formas variveis, mas
que obedecem  programao da inteligncia humana. Com toda a perfeio
que possam ter, eles no raciocinam, pois lhes falta a inteligncia, um
dos atributos do esprito.      Muitos crebros humanos tm sido
dissecados e alguns setores da cincia, ao no encontr-la, ainda
perguntam: onde est a inteligncia? A prpria cincia est muda a essa
pergunta. Os espritos, pela mediunidade dos prprios homens, vm dizer,
respondendo  pergunta que inquieta a humanidade, que a inteligncia 
um atributo do esprito. Ela no foi gerada no corpo fsico;  dom do
esprito imortal. E  essa mesma inteligncia que haver de descobrir de
onde ela veio e para onde vai, como muitos outros segredos da prpria
natureza, na gradao que  conveniente ao estado espiritual em que a
criatura se encontra.      Agora j se sabe muito mais que antes, com o
advento do espiritismo e outras filosofias que vm surgindo, por
misericrdia de Deus, para o esclarecimento dos homens. No importa que
neguem a existncia de Deus e- a Sua magnnima bondade. Ele, sendo Pai,
espera o crescimento do filho e o coloca na escola da vida, no mesmo
caminho por que passaram os outros mais velhos. Somos todos iguais
diante do Senhor.      Os conhecimentos sobre os fatos espirituais que
existem na Terra so enormes. Basta buscarmos com humildade, que se
acumularo celeiros de conhecimentos, por amor de Deus, para o despertar
dos homens, de sorte que eles possam reconhecer a fonte de onde
promanaram e para onde devem ir, para a glria da vida e para a
felicidade que o Senhor nos prometeu no Seu seio de amor. Na verdade,
assim como existe um mundo material, existe tambm o mundo espiritual,
onde a vida ser mais vida, quando amarmos da maneira que Jesus nos
ensinou. 34 0085/LE O MUNDO PRINCIPAL          Dos dois mundos a que nos
referimos, o principal , pois, o espiritual, que preexiste e sobrevive
a tudo. Ele  constitudo de matria rarefeita, capaz de resistir aos
impactos da prpria natureza. H pessoas que no entendem a moradia dos
espritos, por estarem encarnadas, e o contacto com a matria os faz
esquecer o plano que existe na dimenso do esprito.          Os
luminares que ditaram O Livro dos Espritos, disseram que os espritos
povoam o espao infinito, dando incio a uma nova era de conhecimento
sobre o mundo espiritual. No entanto, sendo o espiritismo uma filosofia
religiosa e cientfica, elstica, adotando o progresso como necessidade
para a paz de todas as criaturas, a sua revelao  contnua. Os
espritos superiores sopram onde quer que seja, trazendo novos
ensinamentos e desvendando novos segredos sobre aquilo que existe no
mundo espiritual.  bom que se observe, quantas notcias j chegaram 
Terra depois da codificao da Doutrina dos Espritos, em uma seqncia
grandiosa, e esses ditados esto sendo supervisionados pelos luminares
encarrregados de falar com os homens, pelos processos da mediunidade,
fenmenos que, embora sejam de todos os tempos, evidenciam-se cada vez
mais.      Existem, portanto, no plano espiritual, cidades, colnias,
edifcios e casas de todos os tipos, de conformidade com as necessidades
espirituais, destacando os motivos educacionais de todos os seres. E
ainda existem outras coisas, que somente o tempo poder revelar,
obedecendo as necessidades dos Espritos que se reunem, por sintonia,
nesses lugares abenoados. Tudo que se faz nesses stios de luz  por
ordem da Divina Sabedoria, e usa-se a mesma matria, de forma diferente
da que se aplica na Terra, por ser ela rarefeita e obediente aos
pensamentos, capazes de moviment-la com toda a maestria, dando-lhe
tonalidades que se desejar e construindo as moradias que se lhe
convierem. Existem igualmente jardins, lavouras etc.. Tambm existem
regies no astral onde se congregam os animais fora da forma fsica, que
tambm so utilizados como se usa na Terra, para que eles sintam a
presena do esprito, e destes absorvam algo que lhes sirva para o
prprio despertamento. No entanto, nem todos so usados nos trabalhos;
depende do estgio de cada um e de cada espcie.      No se tenha
dvidas de que estamos mais prximos dos homens do que eles pensam.
Trabalhamos e vivemos no seio da humanidade, contudo, temos a nossa
moradia, onde a vida manifesta mais vida e onde o amor se expressa com
maior discernimento, desde quando despertemos para Cristo.      Existem
planos astrais inferiores, com as mesmas caractersticas da Terra e
muitos deles bem mais inferiores, Tambm ali se renem espritos com
seus iguais. Se queremos boas companhias, tornemo-nos bons; se buscamos
luz, faamos claridades dentro de ns, se desejamos amor, esforcemo-nos
para amar. Eis a a chave da vida: a nossa felicidade depende de ns,
porque Deus j fez a Sua parte a nosso favor. O mundo espiritual  a
nossa moradia eterna; a fsica  transitria, como sendo estgio que
buscamos para o nosso despertar.      Deus separou um mundo do outro,
para o nosso bem, mas, nos dotou de dons capazes de atingir um e outro
plano, no sentido de conhecermos, e a vida nos tornar cheia de
esperana. Ningum pode negar em s conscincia que existe outro mundo
extra-fsico. Hoje, at os chamados materialistas j confirmam a
existncia da anti-matria, que no deixa de ser o prenncio do
anti-mundo, o mundo espiritual. Basta descobrir que o mundo material 
plida cpia deste mundo da verdade, que todos devero conhecer, ou
reconhecer, sentindo assim a presena de Deus em toda parte e a fora de
Jesus Cristo no corao. 35 0086/LE OS DOIS MUNDOS      Falamos dois
mundos, um material e outro espiritual, mas na verdade, existem inmeras
esferas de vida no plano do esprito, de acordo com a evoluo dos
mesmos e, por vezes, umas interpenetrando as outras. No mundo fsico,
existem igualmente muitos estgios de vida, sem que uns fiquem
invisveis aos outros, como ocorre no plano do esprito. Porm, no plano
espiritual, os superiores podem observar os inferiores, mas estes no
tm capacidade de v-los, a no ser quando os luminares acham
conveniente.      No pode existir violncia em campo algum de vida. A
lei nos pede respeito aos direitos dos outros, principalmente pelo que
eles expressam na escala da evoluo espiritual. H alguns
espiritualistas que perguntam: Por que existe o plano fsico? O esprito
no poderia evoluir sem investir-se da matria? Isso no nos compete
responder, mas podemos analisar desta maneira: sendo Deus a Inteligncia
Suprema, a Perfeio sem mescla, no iria fazer o mundo fsico sem
necessidade. Logo que foi feito, necessitamos dele. Esta a lgica. Qual
a necessidade que temos e a posio que adotamos, para julgar o Criador?
Precisamos do estgio na matria bruta, como porta para o despertamento
gradativo das nossas qualidades, e um mundo de certa forma est
interligado com o outro, s vezes de manera que se desconhece, mas um 
motivo de trabalho e experincias para o outro, na pauta das escalas
espritas.      O        mundo fsico, ou seja, a Terra, est sendo
sempre visitada por grandes personalidades espirituais em trabalhos que
escapam aos sentidos humanos, em intenso movimento de amor. E a presena
deles incentivar-nos- para a benevolncia, no empuxo da grande
fraternidade csmica, onde fazem parte as entidades redimidas, onde
existe a pureza do amor.      No se deve pensar que, por estar na
Terra, o esprito se encontra rf o da bondade de Deus. O Senhor est
presente muito mais do que se imagina ou mesmo pensam os santos. Deus e
Seus agentes esto presentes nas guas que se bebe, no ar que se
respira, nos alimentos que garantem a vida fsica. Ele est nas trevas e
na luz, na alegria e na dor, na paz e nas tribulaes. Ele, o Senhor, a
vida que pulsa em toda a parte. Para que Ele fique mais visvel ainda,
basta que busquemos encontr-lo, e os meios acertados so aqueles
ensinados por Jesus Cristo. No se deve perder tempo em pensar e dizer:
por que Deus fez isso ou aquilo? O que Deus fez est certo e Ele ainda
estabeleceu leis de modo a serem cumpridas. No existe outro caminho
para se encontrar a felicidade.      O        mundo fsico, na
profundidade que devemos crer,  o mesmo mundo dos espritos, onde a
matria tomou outra dimenso, a dimenso divina. E a matria no deixa
de ser energia sublimada que se coagulou por bno desse mesmo Deus. No
fim, reconhecemos que tudo veio da Suprema Inteligncia e como filhos do
Seu corao, somos todos irmos, interligados uns aos outros pela luz
benfeitora do amor dessa mesma Divindade.      Lembrando o assunto desta
mensagem, o mundo material poderia deixar de existir sem que o mundo
espiritual se perturbasse, se, repetimos, Deus o quisesse. No entanto,
se Ele fez os dois planos de vida onde habitamos, agradeamos ao Senhor
por tamanha ddiva, e procuremos compreend-lO at onde suportamos. 36
0087/LE H DIVISES NO ESPAO PARA OS ESPRITOS?      H inmeras
divises no espao para os espritos, nas quais a vida que levam  de
acordo com os seus estados espirituais. Em todo lugar onde estagiamos h
um trao da nossa prpria elevao espiritual, a nos mostrar o que
somos; no entanto, a misericrdia divina interfere em tudo, nos dando
sempre um pouco a mais como bno do Criador.      No espao infinito
h mesmo divises que se interpem aos espritos que ali se radicaram
por necessidade, sem condies de visitarem outras comunidades, porm
essas, como que priso, so transitrias; o tempo lhes dar meios,
juntamente com o esforo prprio, de se libertarem, tendo o espao como
a sua prpria casa, sendo cidados universais. Para os Espritos puros
no existem barreiras e eles visitam todos os reinos como se fossem o
seu prprio ninho familiar. Mas, para tanto, haveremos de vencer a ns
mesmos, iluminando a nossa conscincia, aparando as nossas arestas e
convertendo os nossos impulsos de dio, cime, orgulho e egosmo em
amor, quele que Se transmuta em sol e faz livre os sentimentos, para
que a caridade tenha trnsito desimpedido, com todas as suas nuances.
 de se notar que na Terra h igualmente muitas divises, onde o
inferior no tem acesso ao superior, no entanto, este pode transitar em
todos os outros. Devemos buscar a superioridade, que deve ser patrimnio
comum de todas as criaturas, conquista de todos os seres, pelo esforo
individual. Os espritos povoam verdadeiramente o espao infinito,
reunindo-se por vezes, em sociedade, como convivem com os homens de
maneira que muitos desconhecem. Eles esto ligados  Terra por
compromissos assumidos de ajudar os encarnados nas suas necessidades, e
trabalham incessantemente, dando-lhes intuio das coisas corretas da
vida; entretanto, se fecharem os ouvidos  transmisso de idias nobres,
abrir-se- campo propcio para a manifestao das trevas, que tambm tm
como moradia a Terra, por ela ser o lar mais afeito s suas aspiraes.
Chegou o momento das mudanas. Nosso Senhor Jesus Cristo bate s nossas
portas espirituais, nos pedindo para mudar, ajustando os nossos
conhecimentos para maior entendimento das leis espirituais, de sorte a
nos libertar da ignorncia; e para isso Ele nos deixou como herana
divina o Evangelho, contendo preceitos que nos marcam os caminhos, por
onde encontraremos a vida, encontrando a verdade.      A convivncia com
a Doutrina Esprita, em estudo permanente das suas consecutivas
revelaes, fornecer os meios e dar mesmo facilidades de se reconhecer
quem so os espritos mais ou menos livres e, pela viagem astral,
poder-se- constatar com mais visibilidade outros reinos onde habitam
espritos. O tempo, sobre a direo da Divindade, conferir essa
oportunidade. A vida  como uma flor: vai desabrochando na seqncia do
prprio tempo.      Os espritos moram por toda parte e servem de
agentes de Deus no engrandecimento de tudo. Podemos observar legies de
entidades no ar, nas guas, nas florestas, no reino animal e nas
sociedades humanas, em trabalhos permanentes em nome dAquele que tudo
criou por amor. Esperamos que o entendimento neste assunto no se faa
esperar, e que o esforo de cada um, para melhorar, seja a esperana de
todos para o encontro da felicidade, porque tudo est pronto, esperando
de ns o momento da deciso. 37 0088/LE FORMA DOS ESPRITOS      Muitos
intentam saber se os espritos tm forma. Preocupam-se com certos
detalhes que escapam s suas possibilidades de analisar de sentir. Eles
no tm formas da maneira que de um modo geral se concebe, por viverem
em uma faixa diferente da vida fsica. Se tomarem alguma forma para se
fazerem reconhecidos, podem mudar imediatamente, na hora qe lhes for
conveniente. Sua mente , pois, uma fora poderosa que a tudo
transforma, com as bnos da sabedoria e do amor, conquistadas atravs
dos evos. Todavia, para Deus, o esprito tem um esquema, tem uma forma
ideada por Ele, imutvelna sua constituio divina.      A vida,
principalmente do homem,  um eterno perguntar. E quem pergunta  porque
desconhece as leis de Deus vigorando no universo grandioso. Nas regies
superiores no se pergunta; h outro. processo de aprendizado, por no
existir ignorncia, e quando se ouve a fala  a do Mestre, dentro da Sua
espontaneidade, de maneira que os que ouvem assimilam o que corresponde
as suas necessidades. H algumas diferenas no que tange aos planos de
vida. Certamente que os que vivem em regies inferiores tm necessidades
que so dispensadas nos planos elevados. Porm, todos caminham para a
libertao espiritual. H regies no espao em que habitam espritos de
formas grotescas, que tomam aparncias de verdadeiros animais e vivem
como tais. Os sentimentos lembram as formas, e eles passam a viver
naquele reino por vezes com as necessidades que convm quela classe.
A vida nos d o que pedimos pela vivncia, na regio em que estagiamos.
E os homens na carne no escapam a essa lei. O esprito animalizado na
carne no consegue transform-la, no entanto, tem as aparncias do reino
em que vive e pensa. E a luz que nos circunda nos fala quem somos com
clareza, pois  do dito evanglico que ningum engana a Deus. As leis do
Senhor agem onde quer que seja, com a plenitude da sua fora, nos dando
de acordo com o que somos e nos fazendo ser o que conquistamos.      A
reencarnao  uma bno para os espritos inferiores, que eles
prprios desconhecem. A carne  uma esponja absorvente das mazelas,
quando isso acontece. A carne  um esconderijo, seno um conforto, para
os prisioneiros da conscincia.  justo que abenoemos o mundo fsico,
mormente quando passamos a conhec-lo na profundidade dos seus
objetivos, O corpo humano, para o Esprito,  a bondade de Deus visvel
aos que no tm olhos para ver o que no se pode ver com os olhos da
carne.      Os espritos no tm forma, sob o ponto de vista da forma
como pensas. No entanto,  uma chama divina,  uma luz, que o Senhor
dotou de todas as qualidades a serem desabrochadas, de modo a enriquecer
a vida, lembrando o seu Criador.      No devemos parar de pesquisar as
belezas espirituais, porm, devemos fazer isso pelos processos ensinados
pelo Evangelho, estimulando todas as virtudes no centro do corao, para
que essa luz seja um sol a fim de confortar-lhe a conscincia. 38
0089/LE VELOCIDADE DO ESPRITO      Certamente que o esprito gasta
algum tempo para percorrer distncias, no entanto, essa velocidade tem
variaes infinitas, de acordo com a evoluo da alma. Existem
determinados espritos to materializados, que os seus meios de
locomoo so os mesmos dos homens e, por vezes bem piores, bem como h
entidades altamente evoludas, que viajam grandes distncias com a
velocidade do pensamento. No podemos determinar uma velocidade igual
para todos os espritos, pois que cada um se encontra em uma faixa
evolutiva, considerando que a volitao depende de determinados
processos interiores, que cada alma sabe usar para seu proveito prprio
e, certamente, em favor dos que carecem dos seus trabalhos espirituais.
Encontramos espritos anglicos que escondem sua prpria iluminao,
para ajudar aos que se encontram nas sombras, sendo que seus poderes
internos so os mesmos e podem, pelas foras adquiridas, conduzir muitas
entidades, transportando-as das regies inferiores para as casas de
reajustamento espiritual. Em determinados casos, usam meios de locomoo
primitiva, desde que achem conveniente tal meio. Igualmente existem
aparelhos eletro-magnticos, no mundo dos espritos, que tambm so
usados para esses trabalhos, sendo muito usados em assistncia aos que
sofrem e em transportes usuais.      Se o esprito evoludo rasga os
espaos e tem a velocidade do pensamento, podemos raciocinar como Deus
est em toda parte permanentemente e como Jesus est presente onde
algum se rene em nome dEle, em qualquer lugar da Terra.      O
esprito  uma chama divina, consciente, e o pensamento  seu atributo,
cuja fora pode lev-lo aonde quer que seja, desde que tenha condies
para tais viagens. O universo  uma casa grande, mas nem todos os
espritos podem andar nos departamentos desta casa de Deus. Existem
muitos limites, de acordo com a posio da alma na escala a que
pertence. H muitos Espritos que, ao desencarnarem, no saem das casas
onde viveram como encarnados; outros, ficam ligados aos despojos nos
cemitrios, e outros, ainda, ficam perambulando pelas ruas e lugares que
se afinizaram com os seus sentimentos. O dio em demasia faz pesar o
corpo espiritual; assim a inveja, o cime, a maledicncia, o orgulho e o
egosmo, de modo que a volitao fica difcil para essas entidades, e os
seus corpos ficam chumbados ao solo terreno.      O pensamento  uma
propriedade elstica do esprito e seus poderes ultrapassam as plidas
dedues dos homens. Dependendo de quem pensa, podem os pensamentos,
emitidos em determinados lugares, trazerem de volta  mente as imagens e
as impresses do ambiente que se deseja e deste modo ficar sabendo o que
se passa. A fora mental do esprito superior  como um verdadeiro
milagre, sob o comando da sua vontade, O poder da mente do esprito puro
 sem limites, porm, mesmo dotado de todas essas conquistas, respeita,
dentro da ordem do universo, os seus irmos menores, que esto passando
por certos aprendizados, sob o controle da dor. Todavia, h casos em que
eles intervm com a misericrdia de Deus, em nome da mesma lei de
justia, ajudando aos que sofrem, quando a condio do sofredor pede
esse amparo, para que possa servir melhor, aproveitando oportunidade
difcil de ser granjeada. Os recursos so diversos e Deus  Amor! 39
0090/LE CONSCINCIA EM VIAGEM          O melhor sinnimo que se encontra
para esprito  luz. Esta chama de vida pode percorrer distncias
vertiginosas, sem perceber por onde passa, no entanto, se se dispe a
analisar os pormenores dos caminhos, tem capacidade para isso, desde que
a sua evoluo o permita. Tudo  possvel, quando o esprito tem as
condies de pureza espiritual, e  neste sentido que Jesus desceu 
Terra, em nome de Deus, deixando o Evangelho como herana e esquema
divino, para que pudssemos conquistar as qualidades de ouro, que so os
dons imperecveis da alma.          O esprito puro, quando deseja fazer
viagens longas no seio do universo, entra em preparo espiritual.
Desfaz-se dos invlucros mais grosseiros, aliando-se ao ter csmico,
onde poder deslizar com uma velocidade que, em se comparando  luz,
esta no passa de tartaruga. A mente humana no tem condies de
analisar tal velocidade. Mas ele nunca faz tais viagens por distrao:
sempre a servio do bem comum de todas as criaturas, ou em alto
aprendizado espiritual. Se deseja observar as belezas universais, pode
faz-lo; seno, a sua mente poderosa o levar ao lugar idealizado, como
se estivesse meditando, sem perceber a grande viagem.      Os espritos
em viagens interplanetrias sempre as fazem em grupos afins, O mesmo se
d com os homens em viagens na Terra: gostam de faz-las em companhia de
colegas com eles afinizados. No obstante, se na Terra h inmeras
dificuldades para grandes viagens, estas tambm existem no mundo
espiritual, e com maiores problemas: no pode faltar harmonia no que
tange  mente de cada ser. A desarmonia mental pode lev-los a ambientes
desequilibrados, desviando-os das rotas desejadas. Em muitos casos, os
benfeitores espirituais costumam levar os seus tutelados em certas
viagens, quando estes atendem todas as normas dos seus guias
espirituais. Isso sempre acontece, favorecendo ao aprendizado dos
discpulos. Na verdade, so experincias deslumbrantes, sendo que todo
esforo por parte do candidato para merec-las ainda  muito pouco em
relao s belezas do universo, que encantam e instruem, a nos mostrar o
Criador palpitando em tudo que tocamos e presenciamos.      Quantas
civilizaes existem em uma s galxia? Muitas e muitas, com
diferenciaes enormes, a nos mostrar como Deus gosta das variedades: h
mundos e mundos com cambiantes diversos e policromia exuberante. A forma
humana no  uma s, como a que existe na Terra; tambm  varivel. A
beleza  o porte elevado dos mundos superiores, sendo a simplicidade a
tnica nas casas planetrias de escala superior.      A Terra ainda est
classificada entre os mundos inferiores, pelos sentimentos inferiores
dos homens. O homem, em geral, belicoso. As guerras so quistos
encravados no planeta em que mora, no entanto, so reflexos dos
pensamentos da prpria humanidade. O Cristo, podemos dizer, foi um sol
que despontou nas sombras do mundo, para libertar os homens de todas as
calamidades, mas eles ainda no entenderam o Seu verdadeiro amor para
com seus destinos. Ele deixou os recursos para banirmos o monstro das
incompreenses e fazermos desaparecer o dio de todos os povos: o
Evangelho, como facho de luz. E os homens ainda no entenderam o
objetivo desse legado santo, com a fora da santidade de Deus. Aquele
que viver os preceitos do Senhor, poder viajar em todas as direes do
universo sem, contudo, sair do corpo, gozando a felicidade do seu
ntimo. 40 0091/LE O ESPRITO ANTE A MATRIA      Quando falamos de
esprito, procuramos mostrar seus atributos valiosos, para que se possa
sentir a diferena da matria propriamente dita, em relao  chama
divina dotada de conscincia. Questionados se a matria ope obstculos
ao esprito, os Espritos responderam com clareza: no. Certamente que o
esprito  livre, que matria nenhuma ope obstculos a ele, no entanto,
 bom que compreendamos que estamos tratando do esprito superior que,
pela sua elevao, domina todos os obstculos fsicos.      No que tange
aos espritos inferiores, a matria pode ser obstculo incalculvel para
eles, por se encontrarem materializados e, certamente, sem condies de
atravess-la, como os espritos puros, ou mais ou menos evoludos. O
esprito mais grosseiro se reveste de um perisprito compatvel com o
seu estado evolutivo, e ao passar pelo fogo pode-se queimar, e em certos
casos, ao entrar nas guas, dificilmente se sentir bem. As prprias
paredes lhes servem de obstculos. A chave da sua liberdade est na
mente, ligada  emotividade: enquanto desconhecer esse poder grandioso,
sofrer muitas conseqncias, oriundas da ignorncia.      Estamos no
sculo do mentalismo e  por este motivo que quase todas as nossas
mensagens lembram a educao da mente. No mundo espiritual, em todas as
casas de adestramento das almas, se estuda o poder da mente, e como
aplicar esses valores diante da vida. Os Espritos superiores tm a
conscincia imperturbvel e  esse o caminho que deveremos trilhar:
estudar e praticar todos os meios lcitos, para nos libertarmos dos
obstculos que ns mesmos criamos por desconhecermos a verdade. O Cristo
 o ponto alto da nossa educao. Se nos apegarmos a Ele, o tempo ser
aproveitado e passaremos a compreender o modo pelo qual devemos aplicar
os nossos dons espirituais, em favor da nossa paz e da paz dos nossos
semelhantes.      Para o esprito primitivo, quase tudo serve de
obstculos, por vezes at o prprio ar, as tempestades, e mesmo o sol e
a chuva. Todavia, o esprito superior aprendeu a dominar certos
obstculos e continua estudando em busca da sua definitiva libertao,
tornando-se cidado universal. Alguns dos nossos relatos por intermdio
da mediunidade, podem parecer contos ilusrios, para quem se encontra na
carne, sem domnio nenhum sobre a matria, mas, raciocinando com uma
razo mais apurada, se notar o campo em que atuamos, chegando 
concluso de que certamente podemos fazer o que fazemos.  o que temos
falado em nossos escritos, sobre o domnio que temos sobre a matria que
envolve os encarnados na Terra.      A obsesso  um caso tpico do que
falamos. So espritos ligados um ao outro, sem o poder de se livrarem.
 a lei de atrao em plena concordncia;  matria prendendo esprito e
esprito ligado  matria. Quando passarem a conhecer a verdade, eles se
libertaro um do outro, pelos processos ensinados por Jesus. A matria
, pois, o primeiro degrau para a ascenso do esprito, mas, no se deve
apegar a ela, porque tanto ela solta como prende alma, nas condies que
desejar. A matria no ope obstculo ao esprito, porm,  necessrio
que este alcance, ou comece a alcanar, a sua libertao, pelo
conhecimento da verdade. 41 0092/LE UBIQIDADE          Falamos que o
esprito  uma luz, por no encontrarmos termos mais adequados que
possam retratar com fidelidade seu porte espiritual. Pode-se dizer que a
luz  seu atributo, pois sai do seu ser e irradia qual o sol o faz. Pode
ser estudada e analisada em laboratrios, se estes estiverem capacitados
para tal empenho. O futuro vai mostrar que essa luz  uma energia
divina, na dimenso que, por enquanto, escapa  anlise humana.
O esprito no se divide; quando, por vezes, aparece em vrios lugares
diferentes; o que chamam de ubiqidade,  seu poder de irradiao que
pode tanto transmitir anncios  como no caso de mensagens para os
sensitivos  como suas prprias imagens, apresentando-se em muitos
lugares ao mesmo tempo. Pelas coisas materiais pode-se analisar as
espirituais, mesmo que as comparaes sejam plidas.  o caso da
televiso: pode-se projetar a imagem de um homem ou um fato em todas as
direes, sendo vistos em vrios lugares no mesmo instante. E o poder do
Esprito?  bem maior que o dos aparelhos feitos pelos homens.
Certamente que pode acontecer com maior evidncia, O Cristo pode
aparecer nos lugares que desejar na Terra no mesmo instante, a todas as
pessoas que achar conveniente, pelo poder da Sua mente, e transmitir
mensagens diferentes para cada pessoa ou agrupamentos. Ele  o dirigente
mximo de toda a Terra, conhecedor da cincia divina e pode us-la
quando Lhe aprouver.      H alguns espiritualistas que compreendem esse
fenmeno como diviso do Esprito. Esto enganados; o esprito 
indivisvel, contudo, tem o poder de irradiao em todos os sentidos,
sendo que cada um arregimenta foras diferentes, de acordo com a sua
elevao espiritual.      O centro consciencial da alma ainda est para
ser estudado. O professor que se chama Tempo pede que esperemos no
espao, a maturidade. Enquanto usarmos o raciocnio, a compreenso desta
verdade escapar ao nosso entendimento. Esperemos que outros dons possam
surgir para nossa maior capacidade moral e intelectual, e que o esprito
atinja maior dimenso de entender sem pesquisar, de sentir por
maturidade e de conservar a pureza mental com maturidade.      Os
poderes do esprito superior ultrapassam todas as somas de valores
reduzidos, alcanados pelos homens. O homem encarnado vive encarcerado
e, mesmo sendo esprito evoludo, se encontra tolhido na manifestao
dos seus prprios valores, como encontra dificuldades de analisar e
registrar os fatos, mesmo com os seus dons, ao contrrio do esprito na
sua liberdade, sem o fardo de carne, que pode faz-lo de forma total.
So dois estgios bastante diferentes um do outro, e para que no haja
um choque maior no desenlace, ao se passar de uma dimenso para outra, a
Doutrina dos Espritos vem preparando, ensinando as primeiras letras do
alfabeto espiritual, para que se possa sentir mais segurana e maior f,
no momento em que se dever passar pela porta estreita e ver a Luz com
maior beleza, ver surgir as promessas da ressurreio, que  encontrar a
si mesmo, sob a luz da Verdade.      Ainda temos muito que aprender
acerca dos poderes espirituais, mas  bom que comecemos onde nos
encontramos, porque Deus est presente em toda parte, e para encontr-lo
basta querer, entrando assim em condies de aprender com Ele. E os
melhores processos so os ensinados por Jesus Cristo, Nosso Senhor. 42
0093/LE PERISPRITO      Assim como damos formas aos nossos pensamentos
e, de certo modo, vida s nossas idias, ns somos o produto dos
pensamentos de Deus e recebemos vida pelo Seu poder magistral, pela arte
que tem de criar. Somos filhos de Deus, como somos pais dos nossos
pensamentos. Tudo que criamos povoa a nossa mente, a nos entregar os
resultados das nossas intenes. Desde quando fomos criados pelo Senhor,
comeamos a viajar, do alfa ao mega e do mega ao alfa, porm,
necessitamos de instrumentos para essa grande viagem, assim como na
Terra precisa-se de roupas para vestir e de carros e outros instrumentos
para viajar. Essa  a lei universal.      O esprito reveste-se de uma
roupagem a que chamamos de perisprito, sem que esta seja definitiva.
Ela  apurada, conforme a evoluo do esprito, ou suprimida, de acordo
com o mundo em que ele habita. Existem ainda variedades de corpos usados
pelos espritos de que muitas escolas espiritualistas igualmente do
notcias, pelas suas pesquisas. Compreendemos o caso de uma complexidade
muito grande, mas fascinante, de modo a nos atrair a ateno para
estudos mais srios, dada a engenhosidade de sua formao.      Podes
observar o fruto de uma rvore, o mais simples que seja: o seu lquido,
a essncia ou, se assim podemos o chamar, o nctar, sempre se encontra
protegido por vrios corpos, para que possa cumprir o seu dever de
nutrir homens e animais, insetos e aves.      Verifiquemos o mel das
abelhas, alimento salutar, fortificante incomparvel para os homens,
como vem sendo ele guardado pelas operrias de um apirio:  revestido
por muitos processos, que os prprios homens no aprenderam ainda, por
serem todos naturais, sem nenhuma perda da substncia alimentcia e
medicamentos, O esprito propriamente dito no foge a essa lei: se
reveste de muitos corpos e destitui-se dos mesmos quando deles no
precisa mais. Enquanto cresce, vai-se desvencilhando das roupagens, que
so sempre grosseiras, e tornando-se livre, na liberdade de Deus, Nosso
Pai e Criador.      O perisprito, para ns na Terra,  de grande valor:
ele nos livra e nos protege de certos enervamentos ou contraes, que o
esprito poderia sofrer sem a sua proteo, ante o ambiente negativo e
carregado de magnetismo inferior, O esprito reveste-se de corpos de
acordo com o ambiente em que estagia, ou em que vai trabalhar, qual o
vaqueiro que usa a roupa de couro, alm da sua costumeira, para correr
dentro do mato, como usa o cavalo que o protege e o ajuda no seu
mandato. Eis a o porqu da necessidade dos corpos usados pelos
espritos na sua jornada terrena.      O perisprito, para o esprito,
ainda  uma veste grosseira, no entanto, para os homens, alm de ser
invisvel , uma substncia delicada, com um poder ideoplstico
extraordinrio, obediente  vontade da alma que o usa como veste
temporria. Ele se unifica em torno do Esprito por uma lei de atrao
criada pela chama divina que o sustenta e dirige, at quando lhe
aprouver. Tem muitas funes, uma das quais  ser intermedirio entre o
corpo de carne e a alma. Por meio dele, o mundo fsico  vitalizado,
mantendo a coeso molecular, como a prpria vida instintiva dos rgos.
Ainda existem outros pormenores que, com o passar dos tempos sero
descobertos. S temos a dizer que o perisprito  uma grande maravilha
para os espritos ainda em condies materiais. 43 0094/LE O ENVOLTRIO
DO ESPRITO          O hlito divino sai de Deus na sua unidade
perfeita, contudo, ao situar-se no universo como fluido csmico, toma
caractersticas diferentes, em mutaes diversas, de acordo com o
ambiente onde vai prestar servio, pela vontade do Senhor. Em cada
mundo, o magnetismo que envolve os espritos  diferente um do outro,
considerando a evoluo dos povos que o habita. Os fluidos so
correspondentes  escala evolutiva dessa mesma humanidade. Eles se mudam
um pouco, at de pas para pas, na prpria Terra. Verdadeiramente,
podemos afirmar que se muda o campo fludico de pessoa para pessoa. E 
sobre essas mudanas que queremos conversar, no que tange ao envoltrio
do esprito.          H muitos espritos que vm  Terra em trabalhos
assistenciais, entidades de muita elevao, que, ao chegarem no nosso
mundo, mudam de roupagem fludica, para suportarem o ambiente que
acolheram para trabalhar, como acontece com quem sai de um lugar muito
quente para uma regio fria; necessariamente comea a usar as roupas do
ambiente em que vai permanecer. O perisprito , pois, uma roupa do
esprito, trocvel, igual s roupas humanas, diferenciando-se das vestes
terrenas pela sua estrutura, na capacidade de assimilar e de obedecer 
vontade do esprito. Em comparao s da Terra, tem uma natureza divina.
O perisprito  o condutor dos centros de fora, capaz de obedecer
fielmente  engrenagem da alma que ainda est escondida nos segredos da
vida, e que faz uma ligao perfeita com as glndulas endcrinas do
corpo fsico, e dessa harmonia  que teremos e desfrutaremos dos
princpios da felicidade.      O magnetismo que reveste um planeta
habitado evolui com a evoluo dos espritos ali estagiados. Tudo se
depura pela fora do progresso, obediente ao tempo e s bnos de Deus.
Em um mundo inferior onde existem espritos primitivos, certamente os
fluidos que o cercam so de natureza pesada, compatvel com os seus
habitantes.      Qualquer esprito de natureza superior que tiver de
reencarnar neste mundo, haver de trocar as suas vestes de luz por
outras mais densas, evitando, assim, o impacto mais forte da luz com as
trevas, sem a necessidade de sofrimentos, que podem ser evitados.
Certamente que uma alma evoluda, ao trocar suas vestes de luz por outra
mais grosseira, renuncia, porque passa a sofrer uma agresso do prprio
ambiente que aceitou como moradia. No entanto, a sua capacidade de amor
ultrapassa todas as investidas do que chamamos de trevas.      O mesmo
no ocorre com os espritos primitivos, que no suportariam viver em
mundos altamente evoludos: perderiam a razo e de nada serviriam suas
estadas nesses mundos. Seriam inteis todos os esforos para as
reencarnaes destes espritos em mundos superiores.      Podemos, com
isso, imaginar o quanto sofreu Jesus no ambiente da Terra. A cruz  um
trao sem importncia na Sua vida na Terra, em se falando de sofrimento,
O que mais Lhe causava inquietao era, certamente, o ambiente negativo,
o magnetismo exsudado do planeta Terra, chegando, em momentos de orao,
a Sua vibrao atingir o pice do que se pode atingir na Terra: e Ele,
a, transpirou sangue, pela violncia do ambiente.      Como se sentiria
um homem civilizado, se fosse preciso vestir uma roupa de couro cru por
toda a vida e ainda precisasse exemplificar a vivncia do bem e do amor
a todas as criaturas? Vejamos isso, para que possamos sentir a posio
de Jesus, quando veio  Terra nos ensinar! 44 0095/LE O PERISPRITO TEM
FORMA?      O        perisprito no tem forma, no entanto, ele 
obediente determinao do esprito, e conserva aquela que o esprito
lhe d, inspirado na forma esquematizada pelos instrutores da
humanidade, que se reflete no corpo fsico. Assim como o perisprito
toma as dimenses engendradas pelo esprito, o corpo fsico obedece s
regras do perisprito na sua formao congnita.      Mas, o corpo de
carne herda , at certo ponto, muitos traos dos seus ancestrais. A lei
de hereditariedade  um fato que a cincia do mundo reconhece. At
certas doenas so assimilveis para os descendentes, com muita
propriedade, e essas hereditariedades, em casos diversos se
interpenetram por vibraes afins. Os males psicolgicos so tambm
transferveis e, em muitos casos, passam pra o mundo biolgico, e por
vezes, de forma bem acentuada. A descoberta do cientista russo Pavlov
dos reflexos condicionados  um ponto de partida e apoio para as doenas
herdadas ou, por vezes, assimiladas por ns, quando ouvimos algum falar
em doenas, e mesmo a criao de idias e suas materializaes, na
psicosfera da Terra, pelos homens decadentes mentalmente.      Tudo que
se cria mentalmente toma forma e passa a viver no campo propcio da vida
de quem criou. A cincia oficial fala muito em hereditariedade, contudo,
examina essas leis somente no corpo fsico. Porm, ela tem mais
amplitude na seara mental e  muito mais absorvida pelas emoes
semelhantes s dos criadores.      O corpo perispirtico  de natureza
extraordinria no que tange  sensibilidade. O sistema nervoso do
complexo humano recebe do perisprito cargas e mais cargas de energias,
de acordo com os sentimentos, capazes de equilibrar todo o soma, como de
desarmonizar todos os seus princpios harmoniosos. Depende da educao
da alma, e foi sem explicar particularidades que o Evangelho apareceu no
cenrio do mundo, na sua mais profunda simplicidade, para educar o ser
humano; entretanto, se estudado cientificamente, torna-se o livro mais
cientfico do mundo, por falar das principais verdades ligadas  alma,
com todos os seus possveis corpos e a sua mais elevada harmonizao.
O perisprito no tem forma definitiva, mas tem forma relativa com o
ambiente onde foi criado. O homem, ou mesmo o esprito desencarnado,
conhecedor dessas verdades, passa a educar a mente, usando todos os
recursos possveis.  pelos pensamentos que nascem as idias, e so elas
que determinam a qualidade do esprito e o plano em que ele vive na
escala dos seres.      Os impulsos inferiores desqualificam os
sentimentos, enervando as energias sublimadas e tornando-as em
magnetismo inferior, de sorte a pesar a carga vibratria e endurecer as
sensibilidades do corpo astral, que serve ao esprito como carro de
conduo, e ele, animalizado, torna-se pesado e de difcil manejo. 
qual o animal lerdo que, mesmo sob os mais drsticos aoites, ainda 
insensvel ao comando. A Doutrina dos Espritos, sob a influncia do
Cristo, vem nos ajudar a sair desse letargismo primitivo e alcanar o
despertamento, dos dons espirituais, de maneira a nos libertar da
escravido da ignorncia.          O perisprito  semimaterial, pela
sintonia que deve ter entre o esprito e o corpo; ele faz a juno dos
dois, para que o esprito alcance a luz. Com o tempo e a reforma do
homem, pode tornar-se puro, de sorte a ficar mesmo invisvel a alguns
olhos espirituais, como pode, em muitos casos, ser to material ao ponto
de confundir-se com os prprios homens. 45 0096/LE IGUALDADE DOS
ESPRITOS          Os espritos so iguais na sua genealogia, mas,
diferentes no que se refere ao despertamento espiritual. Cada um se
situa no grau de evoluo conquistado; cada alma , pois, um mundo
diferente em todos os aspectos que se possa conceber, nos seus vrios
nveis de saber. A igualdade no aprimoramento se perde na infinita pauta
da sabedoria universal. E Deus, onisciente, criou leis justas e sbias,
no sentido de dar a cada um o que esse realmente merece, de acordo com o
que oferta.          A grandeza da criao est na variedade, e a
natureza nos d uma amostra dessa beleza na fauna e na flora. A
diversidade em todos os reinos do mundo mostra-nos a mo de Deus na
construo do belo, nas mudanas de formas de tudo que existe. Em cada
uma nota-se uma fora inteligente no comando, com toda a certeza do que
est fazendo.          Os espritos so de diferentes ordens, pelo grau
alcanado por cada um, e certamente isso  uma hierarquia espiritual,
no por imposio ou ddiva, mas, por conquista.  o prprio tempo que
trabalha na maturidade do esprito. A superioridade alcanada pelo
despertamento espiritual se faz onde quer que seja, sem afrontas, sem
agresso e sem comrcio;  uma luz que se irradia em todas as direes,
abenoando e amando com um nico impulso no corao, o da verdadeira
fraternidade. No mundo fsico pode-se observar como espelho, o corpo de
carne de um simples campons e o de um estadista, de uma domstica e o
de uma rainha. Os corpos so semelhantes sem que haja grandes
diferenas, todavia, pelas conquistas alcanadas de uma faixa para
outra, nota-se que cada qual se situa em um plano de vida diferente. Ao
se verificar mais adiante, e observar que o corpo de um santo e o de um
pecador so iguais nas suas estruturas. A formao biolgica  a mesma,
porm, a vida de um  diferente da do outro, mas Deus d a ambos a mesma
assistncia. O que ocorre,  que o santo assimila mais as bnos do
Senhor, compreende Suas leis e as respeita e o pecador ainda se encontra
cego e surdo ao chamado de Deus. No mundo espiritual existem igualmente
essas divises, no por favorecimento, mas por justia. Colhemos
justamente o que plantamos na lavoura da conscincia, e ela nos responde
fielmente pelo que somos. Eis aIo amor dAquele que fez todas as leis, e
assiste todas as criaturas, filhas do Seu magnnimo corao.      Nunca
faltam escolas para todos, e cada um recebe o de que precisa na escala a
que pertence, porm, o modo de ensinar de Deus  bem diferente do dos
homens; Ele, o Senhor, ministra ensinamentos a cada um separadamente,
atendendo suas necessidades com todo empenho de servir e todo o amor de
Pai que nunca esquece Seus filhos. Ns outros  que somos, s vezes,
rebeldes e custamos a aprender as lies, e em muitos casos aparece em
ns a dor, para nos mostrar com mais energia os caminhos do aprendizado.
Estamos passando uma fase dolorosa na Terra, um fechamento de ciclo, de
duras provaes individuais e coletivas. , pois, uma necessidade de
limpeza crmica, como sendo a de um tumor na sociedade a que pertences.
No h outro recurso, a no ser o da prpria dor, em formas variveis,
para despertar o corao da humanidade para o amor, aquele que Jesus
viveu e ensinou. Um dia, certamente seremos todos iguais, mesmo em se
falando daqueles espritos que j atingiram a pureza: basta atingirmos a
maturidade que eles j conquistaram! 46 0097/LE A ESCALA EVOLUTIVA
Dificilmente podemos traar uma escala evolutiva para os Espritos,
encarnados e desencarnados. As linhas divisrias escapam  nossa
anlise; entretanto, podemos fazer, como fazem na Terra sobre as
classes, dividindo-as entre alta, mdia e baixa, sendo, para todas elas,
a escala infinita. Assim como o Espiritismo preocupou-se em se lembrar
das escalas dos espritos, outras escolas espiritualistas tambm fizeram
as suas divises, da maneira que acharam mais conveniente. No fundo,
nada muda sobre as leis naturais da vida.      Para melhor
compreendermos o que  um esprito, ou o que somos,  bom que nos
conscientizemos disso: cada alma se encontra em uma escala diferente.
Nunca dois Espritos so totalmente iguais, no que concerne  evoluo:
sempre existe algum trao de diferena, mesmo entre os que tm perfeita
sintonia espiritual. Os que consideramos espritos perfeitos, o so em
relao aos homens e no diante de Deus.      A perfeio universal, a
pureza total, somente o Senhor a possui, em todas as suas atribuies,
portanto, no temos meios para elaborar uma escala perfeita dos
espritos, o que, nos parece, nem Deus a fez. Ele criou as leis e desde
quando passamos a conhec-las, vamos entendendo o porqu de todas as
coisas do universo.      O que Jesus fala no Evangelho, que mesmo os
escolhidos sero enganados, d para percebermos o quanto ainda somos
inferiores. Somos escolhidos, por vezes, para determinada tarefa, porm,
temos muita ligao nas trevas, pelo passado ainda prximo ao nosso
presente, e  nessa influncia que poderemos ser enganados: no pelos
espritos inferiores, mas, por nossas inferioridades, que vibram em
nossos caminhos.      A superioridade  demorada e constitui a nossa
conquista espiritual. , pois, o resultado do esforo individual, de
passo a passo, e foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos ofertou todos os
caminhos, nos mostrando a verdade e a vida, facilitando as nossas
escolhas; mas, o trabalho  nosso. Enquanto necessitarmos de vestir o
burel de carne, ainda estaremos longe da perfeio espiritual. Devemos
nos preocupar pouco com a escala a que pertencemos como espritos, mas,
dar uma demo  nossa auto-educao em todos os sentidos, no que tange 
moral; todavia, necessrio se faz que entendamos o que seja moral em
primeiro lugar, para no cairmos em piores condies. Se no tivermos
estrutura para viver os altos preceitos do Evangelho, ser bem difcil
apresentarmo-nos como mestres dos que procuram aprender.      No mundo
fsico as divises das classes so determinadas pelo poder aquisitivo,
e, mesmo assim, dificilmente podes determinar a qual classe pertencem
certas pessoas. No mundo moral, as dificuldades so maiores, porque
sempre escondemos o que de mal fazemos aos nossos irmos, e anunciamos
com todo vigor algum dever, que no passa mesmo de dever de cada alma.
Deixemos quem quiser julgar a qual classe pertencemos, o que no nos
interessa muito. O que o Cristo nos ensina  escolher a melhor parte, 
trabalhar dentro do nosso mundo ntimo, por saber que o cu est em ns,
bastando encontr-lo, e se o encontrarmos, certamente vamos encontrar
Deus e Cristo. Cada criatura, se desejar, pode analisar a si mesma,
observando a que faixa pertence na escala espiritual. 47 0098/LE
ESPRITOS BONS          Os espritos a que chamamos de bons pertencem a
uma variedade de categorias, mas na escala geral, est na mdia, em se
falando das trs de que nos fala O Livro dos Espritos. Os que habitam a
mdia ocupam uma extenso imensurvel, entretanto, todos eles tm
tendncias para o bem e esforam-se para melhorar, e  dentro deste
esforo contnuo que eles melhoram e vo alcanando, passo a passo, a
sua libertao, posio onde se encontram os espritos puros.
Considerando a vida infinita na imortalidade da alma, devemos dizer que
o esprito leva um tempo incontvel, na cronologia dos homens, para
chegar  perfeio.          Os espritos bons, mesmo cheios de boa
vontade, ainda tm de sofrer determinadas provas;  o passado ainda
ligado ao presente, por fardos que no foram descarregados, mas que o
sero. No  com isso que se deve esmorecer. Ainda mais quem j se
encontra na escala dos bons, pois se encontram no meio do caminho, e
isso j constitui grande vantagem. O tempo maior  gasto na
inferioridade. Quando comeamos a despertar, os meios a que a natureza
recorre fazem acelerar as nossas condies para alcanar e compreender
as leis de Deus e respeit-las, para o nosso prprio bem.      A alma,
para conquistar a perfeio, haver de conhecer todas as coisas
referentes ao amor e  sabedoria, dominar todas as emoes onde elas
surgirem e, como prmio, receber a tranqilidade de conscincia em
todos os aspectos. O esprito, na pureza em que falamos, no tem mais
nada que aprender na Terra; em sua estrutura espiritual, atrofia-se a
razo, para florescer, em seu lugar, a intuio. No precisa raciocinar
para conhecer, porque l conhece.      A Terra est cheia de espritos
da terceira ordem, e bastante da segunda, porm, os de primeira ordem
vm, por misericrdia, a ela, como bno de Deus, para abenoar os de
boa vontade e fortalec-los cada vez mais no bem que pretendem fazer.
Pode-se observar como cresceu a fraternidade na Terra, como houve um
grande impulso de caridade entre os homens, e foi por esse crescimento
que as trevas se arvoraram no orgulho e no egosmo, onde se v o aumento
das guerras fratricidas, os assaltos e o crime, que so realizaes
normais da inferioridade, quando nota a preponderncia da luz. Nada est
piorando nas civilizaes que ocupam a Terra; isso  normal em todo
fechamento de ciclo, para abrir outro, despertando a potencialidade dos
coraes que vo viver e dirigir materialmente os destinos dos povos,
sob a influncia dos espritos superiores, em nome de Cristo, que dirige
os destinos dos Espritos at a consumao dos sculos.      Os
espritos bons passaro a ser espritos puros na forja do tempo e nas
bnos da dor. Verifiquemos o quanto Deus  bom! A ajuda visvel de
Nosso Senhor Jesus Cristo, por todos os meios, na sustentao da vida,
tem adiado muitas catstrofes por causa de alguns que esto aprendendo a
amar e se exercitando na caridade. Pedimos que continuem, porque
enquanto houver alguma luz acesa, ela dominar as trevas e afastar o
monstro de todas as discrdias.      Que os Espritos bons, encarnados e
desencarnados, possam se tornar melhores, de forma que os melhores
possam orientar-se no equilbrio, favorecendo a todos na conquista do
amor verdadeiro e santo. 48 0099/LE ESPRITOS INFERIORES      Essa  uma
categoria de espritos que nunca podemos determinar dentro de uma s
espcie. Existe nela variedade de sentimentos, como de posio na escala
de elevao espiritual, contudo, so almas ainda inferiores que
desconhecem o valor do bem, e no sentem tendncia alguma para a
caridade, antes, procuram menosprezar o bem e mesmo atrapalhar quem
comea a melhorar as suas condies de benevolncia. So espritos
zombeteiros, brincalhes e muitas vezes, maus, mentirosos, egostas e
orgulhosos. Adoram discusses, por saberem que as irritaes que fervem
nas idias incompatveis desarmonizam o ambiente. Por esses sentimentos
inferiores, os sensitivos passam a conhecer quem est se aproximando das
suas faculdades e devem corrigir e desconfiar dos seus prprios
procedimentos.      Os espritos inferiores dominam grande parte dos
homens na Terra, em todas as suas atividades; na poltica, na cincia e
na religio so onde eles mais atuam, encontrando mdiuns que com eles
se afinam completamente, sem desconfiarem da existncia dessas
companhias indesejadas. So falanges espraiadas em todo o globo, e
infelizmente encontramos muitos deles nos lares onde se v muita
discrdia e mesmo separaes.  nesse sentido, de desativar essas
falanges de espritos inferiores e educ-los, que aconselhamos o Culto
do Evangelho no Lar, fora poderosa, capaz de devolver a paz entre os
irmos, que aceitaram viver juntos. As organizaes de caridade so
tambm muito atuadas por eles, que no tm outro servio, a no ser
perturbar os ambientes que desejam e trabalham para a paz. O melhor
remdio para a defesa dessas entidades  a educao individual. Cada
esprito, encarnado e desencarnado, deve praticar a auto-educao, no
entrando em sintonia com essas entidades malfeitoras;  o Evangelho
vivido, e no somente pregado, como se v em todo o mundo.      Os
nossos pensamentos podem ser um ninho de espritos inferiores, como a
boca depende do uso que fazemos das nossas faculdades. Os que querem ser
enganados esto alimentando sentimentos inferiores, e os poucos que
gostam da verdade, da honestidade, do perdo, da caridade e do amor na
verdadeira acepo da palavra, trabalham para a sua prpria paz ntima.
O quadro da Terra  algo triste, no que tange ao ambiente interior, no
obstante, os recursos esto e vo ser usados para o devido saneamento
espiritual. Cabe a ns outros, j despertados para o bem comum, fazer
parte daqueles que saiam a semear com Jesus, sem reclamar, sem exigir e
sem blasfemar, para que no percam as sementes de luz deitadas nas
leiras dos coraes. A ltima categoria dos espritos no se compe de
almas totalmente ms, no sentido da palavra expressa, mas que carregam
consigo toda espcie de deturpao da verdade. O seu ambiente constitui
um ninho de serpentes, de todas as ms qualidades que se possa
imaginar... Entretanto, so irmos que precisam da nossa assistncia,
mas, ao d-la,  sempre bom nos lembrar da advertncia de nosso Senhor
Jesus Cristo, quando nos fala: Vigiai e orai. Muitos deles confundem-se
com os encarnados, pelas aparncias de sentimentos, mas a Doutrina
Esprita, na feio do Evangelho Redivivo, est no mundo para limpar a
eira das naes e coloc-las  frente de todas as decises que possam
tomar a palavra e a vivncia daquilo que conheces pelo nome de Amor. 49
0100/LE ESCALA ESPRITA      A escala esprita no  definitiva, nem
muda nada nas leis naturais de Deus.  qual a flora e a fauna na
organizao dos homens: no passa de um sistema de classificao das
plantas e dos animais em qualquer lugar na Terra. Dividindo o reino das
almas em trs dimenses, ficaremos conhecendo a qual pertencemos, pelos
impulsos que nos assaltam e os sentimentos que nos envolvem mesmo em
esprito, estando livres de quaisquer, pelas humanas, ou ordem que
porventura nos seja dada, partindo da Terra ou dos nossos companheiros
espirituais. Isso  para que se possa ter uma idia sobre a que faixa
pertencem os Espritos, tirando uma base pelas suas intenes e,
certamente, pelos seus pensamentos. Sabemos que todos desejamos
pertencer  classe dos puros espritos; no entanto, tal fato depende
primeiramente de Deus e, depois, de ns mesmos. Vamos buscar no
Evangelho o melhor entendimento para esse assunto, quando Jesus responde
 me de Tiago e Joo ao desejar ela que o Mestre colocasse seus filhos
ao Seu lado. Vejamos a sua resposta: Bebereis o meu clice? ... Mas,
assentar-se  minha direita ou  minha esquerda no me compete
conced-lo;  porm, para aqueles a quem est reservado por meu Pai.
Marcos, captulo 10, versculos 38 a 40.      E quando depende de Deus,
depende de cada criatura, de esforo e da posio que j conquistou no
avano do tempo. Enquanto esse tempo no chegar, passaremos por todas as
provas que nos levam ao despertamento espiritual, ao amadurecimento dos
dons espirituais.      O que os Espritos puros podem fazer por ns 
somente o que eles receberam dos que os antecederam na marcha para a
luz: exemplos de pureza, de honestidade, de amor e de caridade.      Os
espritos ignorantes, por vezes, desconhecem, mas existem muitos e
muitos seus irmos da luz, trabalhando em benefcio deles. Somente o
futuro lhes mostrar o quanto receberam dos seus irmos maiores; no
entanto, a deciso cabe a eles em todos os aspectos, como sendo a
vontade de Deus. Cada alma tem uma certa liberdade, e o que toca a ela
de livre arbtrio, ela usa de acordo com a sua elevao. Eis a a escala
que funciona dentro da sua escala, lhe dando toda assistncia, de modo a
compreender e seguir o seu prprio caminho.      Somos todos iguais,
sabemos disso, porm, situados em lugares diferentes e com idades
variveis diante do Nosso Pai. Somos como frutos da grande rvore, Deus,
e como os frutos de uma rvore no amadurecem de uma s vez, assim so
os espritos, mas nenhum se perde. Como filhos de um Pai de amor, no
haver rfos.      Novamente falamos em escala esprita, para teres uma
idia e te esforares no aprimoramento, cultivando todas as virtudes e
desenvolvendo todos os dons do saber. O que interessa ao esprito j
consciente da verdade  se libertar da ignorncia, porque onde existe
ignorncia, existem dor e problemas sem conta.      Os espritos
superiores no se incomodam com as classificaes dos homens, em nenhuma
fase do viver, quer seja na sociedade, poltica ou mesmo religio. Eles
so o que verdadeiramente so. Os inferiores ainda se apegam a velhos
tabus, como sejam os de pureza de sangue, raa e preconceitos. E, ainda
mais, so apegados aos bens materiais que, ao invs de ajud-los no
grande trajeto para o lado de Jesus, crucifica-os no lenho da
conscincia... 50 0101/LE ESPRITOS IMPERFEITOS           Essa classe de
espritos a que O Livro dos Espritos chama de espritos imperfeitos, 
de uma extenso imensurvel na Terra. Dela fazem parte tipos diferentes
de entidades, com sentimentos variveis do mal. Desde o brincalho at o
belicoso, que hora faz parte de todos os movimentos das armas em todo o
mundo, investidos com a capa de defesa e de justia. Pode se observar
que, de vez em quando, aparecem na mente pensamentos indesejados, que o
bom senso fala no terem nascido dos prprios sentimentos. Eles vm de
alguma classe desses espritos inferiores, porque lhes sobra muito tempo
e a prtica lhes devolveu a razo, para a perturbao na comunidade da
Terra. Ignoram que so sementes que eles devero colher mais cedo ou
mais tarde, no mesmo ambiente em que semearam. Pelos pensamentos que
surgem na mente pode-se portanto, analisar de onde eles vieram, qual a
fonte que os estruturou...          A palavra imperfeio  usada por
limitao de nosso vocabulrio, em se tratando dessa modalidade de
espritos, porque Deus, sendo perfeito, no iria fazer algo imperfeito.
Poderamos trat-los por Espritos primitivos, cujas faculdades ainda
dormem, mas que sero despertadas  luz do sol divino. H uma variedade
dessas entidades por todo o mundo, e as variaes se ajustam em cada
pas, de acordo com as leis que as atraem por afinidade.      Os
espritos chamados de inferiores no tm, evidentemente, completa culpa
de serem assim, observando o despertamento gradativo das almas. E esse
empuxo espiritual constitui uma lei. Contudo, fica em nossas mos
aproveitar a luzinha que for nascendo em nosso corao, para o nosso
prprio bem, e  essa luz nascente que o mundo espiritual se disps, em
nome do Criador, a alimentar, para que o candidato desperte e se
conscientize dos seus prprios deveres ante seus compromissos. A palavra
despertar  muito adequada para essas entidades, porque Deus, na Sua
criao universal, nada esqueceu ao criar os espritos. Em todos ns
existem todas as qualidades espirituais, esperando o tempo e a nossa
compreenso para crescer, como cresceram os anjos. Estes tambm vieram
de onde viemos, como partimos do mesmo ambiente divino dos espritos
primitivos.       muito importante a afirmativa dos Espritos em O
Livro dos Espritos, de que Deus nos criou simples e ignorantes. Mas,
acrescentamos: com todos os valores em estado latente que, a qualquer
momento, acordam para a felicidade por que foram criados. O ndio ou o
bugre tm as mesmas qualidades dos santos e dos sbios, e recebem de
Deus as mesmas bnos. A diferena  que os primeiros dormem, e os
segundos j acordaram e conheceram a Verdade que os libertou.      A
Terra passa por um perodo de provaes difceis, por estar sob a
influncia de espritos trevosos, em quantidades maiores qe os Espritos
bons, da segunda classe. Mas, os bons, mesmo em menor nmero, sairo
vitoriosos, e a casa terrena passar a ser dirigida por eles, com
intuio dos espritos anglicos. O raciocnio dos espritos ignorantes
 de que tudo morre com o corpo, que no h proteo espiritual para a
humanidade, que cada criatura menor vive sob a agresso da maior, que
Deus, se existe, no tem tempo de olhar tudo que criou, e assim
sucessivamente. So idias de espritos que desconhecem a realidade da
vida espiritual, devido s faixas em que vivem. 51 0102/LE CLASSIFICAO
DOS ESPRITOS       A classificao dos espritos  infinita, no
entanto, obedece a certa ordem para um melhor entendimento. Vamos falar
nesta mensagem sobre os espritos impuros, nos quais podemos identificar
fraquezas, no que tange ao convvio com os outros, seus prprios irmos.
 fcil reconhecer a que classe pertence tal ou qual esprito, pelos
seus pensamentos, pelas suas idias e, certamente por suas aes.
O esprito impuro somente idealiza o mal, e nisto procura homens de sua
estirpe, para que a sua convivncia seja em perfeita harmonia, e
transmite para seu instrumento as suas idias de vingana, de dio, de
maledicncia, enfim, de todos os tipos de discrdia. Devemos ter cuidado
com os espritos impuros, para no sermos influenciados por eles e no
cairmos na ordem dos escandalosos.  melhor que nos conscientizemos de
que, se a natureza no d saltos, eles somente entendero a verdade com
o passar dos tempos.  necessrio que tenhamos pacincia, sem
conivncia; que tenhamos tolerncia, sem apoio s idias malficas. Eles
precisam mais de serem educados pelo exemplo, pelo trabalho e pela
orao, que traduz perfeitamente o perdo das ofensas. Oremos por eles,
na mais pura fraternidade!      A Terra est cheia de espritos dessa
classe, pois nela predomina sempre o mal, por existirem mais espritos
impuros que espritos elevados. Aos trabalhadores da verdade, ns
pedimos que no esmoream na luta, porque a luz sempre espanca as
trevas. Vamos amar a Deus sobre todas as coisas e ao prximo como a ns
mesmos, seja qual for esse prximo, porque no passar dos dias e anos, os
espritos que sejam da mais baixa escala, mudaro e despertaro para a
luz do entendimento. O Mestre dos mestres veio  Terra para modific-los
e entregou-Se  sua fria como sendo vencido, para venc-los pelo Seu
amor. Todos conversamos uns com os outros por quaisquer meios,
despejando o que temos de dentro para fora, e quem escuta se encontra em
melhor posio para analisar quem  o que est falando. Geralmente, as
pessoas pensam que o que fala mais na Terra  sbio. Como se enganam! O
mais sbio  o que sabe falar bem.      Devemos conversar somente na
dimenso do Cristo, colocando-O no nosso lugar e nos perguntarmos: se
fosse Jesus, ser que Ele diria isso que acabo de falar? Graas a Deus
existe no mundo muita gente j preocupada em melhorar, o que transparece
na sua busca, pelo seu comportamento ante os outros e pelo trabalho que
realiza, desde quando seja em silncio.      O objeto dos espritos
impuros  guerra em todas as linhas que a discrdia possa manifestar.
Mesmo ouvindo e sentindo os frutos da colheita, deles se esquecem
imediatamente, por sentirem fome de inferioridade. Eis porque estamos
empenhados no livro esprita; mais livros e sempre livros, porque o
livro educador no discute: ensina no silncio, de modo que o leitor
aprende tambm no silncio, devido  conscincia registrar o estmulo
com mais eficincia, e os assuntos serem leis estabelecidas por Deus. A
verdade est em primeiro lugar para ser anotada. Entrementes, os que j
tm o costume de trabalhar dentro de si mesmo, querendo melhorar suas
prprias condies de vida, devem continuar nesse exerccio, por no
existir outro caminho para a libertao. O maior valor do homem 
procurar a sua prpria educao. O aprimoramento deve ser a primeira
meta do estudante da verdade. Quem desconhece os seus prprios erros,
errando,  o cego da parbola, e quem guia cego sem ter luz prpria, 
pior do que o guiado. Fim 25
